Questão FC779134
Considerando esse cenário, qual organismo o biólogo deve priorizar como indicador de contaminação do solo, devido à sua sensibilidade a poluentes e sua capacidade de refletir a qua
Meio Ambiente
Instituto AOCP · 2025
Em uma área de monitoramento ambiental, um biólogo foi solicitado a realizar uma avaliação da qualidade do solo em uma região afetada por atividades industriais. Durante o trabalho, ele identificou a presença de vários organismos que poderiam ser utilizados como bioindicadores para a detecção de contaminação do solo por metais pesados e outros poluentes. A escolha do organismo adequado é fundamental, pois ele ajudará a fornecer informações sobre o impacto ambiental e a necessidade de medidas de remediação.
Considerando esse cenário, qual organismo o biólogo deve priorizar como indicador de contaminação do solo, devido à sua sensibilidade a poluentes e sua capacidade de refletir a qualidade ambiental da área?
- Líquenes – organismos que, devido à sua alta sensibilidade a poluentes atmosféricos e metálicos, podem ser usados eficazmente para monitorar tanto a qualidade do solo quanto a atmosfera.
- Ratos – espécies mamíferas que, embora úteis para o monitoramento de substâncias químicas em ambientes urbanos, não são indicadoras diretas de contaminação do solo, especialmente em áreas industriais.
- Aranhas – organismos importantes para o controle de insetos, mas que não são eficazes como indicadores de contaminação do solo, pois suas populações são mais influenciadas por fatores ecológicos do que pela qualidade do solo.
- Plantas aquáticas – embora eficientes para a análise da qualidade da água, não são indicadoras confiáveis de contaminação do solo, pois são mais sensíveis à poluição hídrica do que à poluição do solo.
- Pássaros – embora úteis para indicar poluição do ar, os pássaros não são bons indicadores de contaminação do solo, pois sua dieta é predominantemente aérea e alimentar, não refletindo diretamente os impactos no solo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Líquenes são associações simbióticas entre fungos e algas ou cianobactérias e funcionam como bioindicadores muito eficientes devido à sua sensibilidade a poluentes e metais.
Por não apresentarem cutícula protetora, os líquenes absorvem diretamente do ar e da superfície os elementos depositados, tornando o talo um registro fiel da presença de metais pesados e compostos atmosféricos.
Além disso, apresentam bioacumulação de contaminantes no tecido, o que permite análises químicas quantitativas; o crescimento lento torna-os indicadores integrados da qualidade ambiental ao longo do tempo.
No monitoramento, são úteis para mapear áreas impactadas e subsidiar decisões sobre a necessidade e a prioridade de ações de remediação.
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