Questão FC779493
Lâminas com cortes histológicos foram submetidas ao protocolo clássico de coloração com hematoxilina e eosina (HE). Ao serem observadas no microscópio, após a montagem, notou-se qu
Sem classificação
Instituto AOCP · 2026
Lâminas com cortes histológicos foram submetidas ao protocolo clássico de coloração com hematoxilina e eosina (HE). Ao serem observadas no microscópio, após a montagem, notou-se que as células apresentavam uma coloração nuclear muito fraca, e o citoplasma estava excessivamente eosinofílico. Considerando os mecanismos físico-químicos que permitem a coloração das estruturas celulares com HE, a causa mais provável para que tenham ocorrido essas alterações tintoriais é
- exposição excessiva em álcool acidificado após coloração com hematoxilina.
- baixa concentração de formalina tamponada na etapa de fixação.
- o tempo de desidratação da amostra, antes da coloração, foi insuficiente.
- utilização incorreta de mordente férrico em vez de alumínico.
- subexposição à eosina e exposição excessiva à hematoxilina.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A exposição prolongada a álcool acidificado após a hematoxilina funciona como etapa de diferenciação, removendo o corante hematoxilínico que está fracamente ligado aos componentes teciduais.
Como a hematoxilina cora estruturas ácidas (núcleos) por interação eletrostática e por formação de complexos com mordentes, o excesso de tempo em solução acidificada provoca a retirada do corante mesmo das cromatinas, causando nuclearidade fraca.
Ao mesmo tempo, a eosina, corante ácido que se liga a proteínas citoplasmáticas básicas, permanece e pode sobressair, resultando em citoplasma exageradamente eosinofílico.
Portanto, o erro é técnico na etapa de diferenciação: tempo excessivo em álcool acidificado produz descoloração nuclear e realce relativo da eosinofilia citoplasmática.
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