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Questão FC779566

Mulher, 28 anos, tem trombose venosa profunda recorrente sem fatores de risco óbvios. O perfil laboratorial demonstra um TTPa prolongado, que se corrige com mistura 1:1 (sugere-se

Sem classificação

Instituto AOCP · 2025

Mulher, 28 anos, tem trombose venosa profunda recorrente sem fatores de risco óbvios. O perfil laboratorial demonstra um TTPa prolongado, que se corrige com mistura 1:1 (sugere-se deficiência), e persistência de anticoagulante lúpico (teste inicial misto). Qual investigação laboratorial complementar é necessária para avaliação de trombofilia adquirida e herdada?

  1. Dosagem de fator VIII é suficiente para confirmação do diagnóstico, e o acompanhamento deve ser feito com contagem de plaquetas a cada 3 meses e coagulograma a cada 6 meses.
  2. Pesquisa de HIV e hepatite para descartar imunossupressão que induz à coagulopatia. Exames de fator XII e fator III devem acompanhar a investigação com intuito de descartar hemofilia de Thompson.
  3. Dosagem de antitrombina, proteína C e proteína S, pesquisa de mutação F5 Leiden e protrombina G20210A; repetir testes de anticoagulante lúpico em fase aguda e fora do uso de anticoagulantes.
  4. Testes genéticos para confirmação de hemofilia e pesquisa da mutação F8 Leiden e protrombina G20210A; repetir testes de anticoagulante lúpico durante o uso de anticoagulantes para evitar agregação plaquetária.
  5. Dosagem de antitrombina, proteína C, pesquisa de mutação F8 Leiden e protrombina G20210A; repetir testes de anticoagulante lúpico em fase aguda e fora do uso de anticoagulantes.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa aponta a investigação completa de trombofilia hereditária e de trombofilia adquirida. Para a primeira, solicita-se dosagem de antitrombina, proteína C e proteína S, que detectam deficiências responsáveis por risco elevado de trombose venosa recorrente.

Além disso, a pesquisa das mutações F5 Leiden e protrombina G20210A identifica as causas genéticas mais prevalentes de predisposição trombótica; esses exames genéticos não são afetados por anticoagulação.

Para a componente adquirida, é fundamental a repetição da pesquisa de anticoagulante lúpico. Resultados podem ser transitórios ou interferidos por anticoagulantes e pela fase aguda; a confirmação ideal costuma ser feita após 12 semanas e fora do uso de anticoagulantes.

Em resumo, a combinação de dosagens funcionais/quantitativas e testes genéticos, com reavaliação do anticoagulante lúpico em momento adequado, é a abordagem adequada para este caso.

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