Questão FC784409
Na medicina nuclear é importante saber a meia-vida de um radioisótopo para sua posterior utilização. Sobre a meia-vida, é correto afirmar que
Física Moderna
Instituto AOCP · 2021
Na medicina nuclear é importante saber a meia-vida de um radioisótopo para sua posterior utilização. Sobre a meia-vida, é correto afirmar que
- a meia-vida física é o tempo necessário para que a metade da quantidade inicial do núclideo no órgão seja eliminado dele.
- para o cálculo da meia-vida efetiva, basta saber a meia-vida física do radionuclídeo.
- a meia-vida biológica de um isótopo de um dado elemento químico, radioativo ou não, é a mesma.
- para estimar os efeitos biológicos em uma contaminação interna basta conhecer a meia-vida física do radionuclídeo.
- a meia-vida biológica estima a rapidez com que um nuclídeo decai.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Meia-vida biológica refere-se ao tempo que o organismo demora para eliminar metade da quantidade de uma substância por processos fisiológicos. Como esses processos dependem das propriedades químicas da espécie (ligação a proteínas, transporte celular, metabolismo), isótopos do mesmo elemento apresentam, em regra, a mesma meia-vida biológica, porque têm idêntica configuração eletrônica e comportamento químico.
Isso explica por que a diferença entre isótopos é essencialmente nuclear e não altera o destino biológico. A meia-vida física (desintegração radioativa) pode ser distinta, e a combinação dos dois dá a meia-vida efetiva, calculada por \( \frac{1}{T_e}=\frac{1}{T_p}+\frac{1}{T_b} \).
Em casos raros, efeitos isotópicos cinéticos (por exemplo, H vs D) podem causar pequenas diferenças, mas para a maioria dos radionuclídeos usados em medicina nuclear a meia-vida biológica é equivalente entre isótopos do mesmo elemento.
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