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Questão FC831744

Ao propor o desenvolvimento de um sujeito afetivamente inatacável, sem considerar as etapas que levam a ele e sem propor caminhos para a sua (auto) construção, a BNCC presta um des

Morfologia

Pró Reitoria GP CP2 · 2022

Texto V

ESCOLA E AFETOS: UM ELOGIO DA RAIVA E DA REVOLTA

 

A escola transformadora não suprime a rebeldia e nem a condena de antemão. Ao contrário, busca desvelar suas causas, canalizando o rancor destrutivo para o questionamento das injustiças e propondo ações para sua transformação. A raiva e a rebelião são entendidas como parte do processo para a formação de indivíduos autônomos, capazes de crítica e reflexão.

 

Ao propor o desenvolvimento de um sujeito afetivamente inatacável, sem considerar as etapas que levam a ele e sem propor caminhos para a sua (auto) construção, a BNCC presta um desserviçoa a alunos e educadores, responsabilizando-os previamente pelos maus resultados que surgirão. Como exigir de um estudante negro e da periferia que faça escolhas “livres e com autonomia” para seu “projeto de vida” numa comunidade miserável e embrutecidab pela violência? De que maneira sugerir “resiliência” à estudante que enfrenta o assédio no transporte público a caminho de uma escola sem infraestruturac e sem professor? Como cobrar que educadores e educadoras “promovamos direitos humanos” quando seu direito constitucional à greve é duramente reprimido pelas forças do Estado?

Vivemos num mundo injusto e num país abissalmented desigual. É compreensível e indispensável que alunos e professores sintam raiva, que se indignem. Que a escola esteja a serviço da transformação da indignação em ação, trabalhando a raiva e a revolta como insumo básico nas discussões dos aspectos afetivos no ambiente escolar.

 

RATIER, R.. Educação contra a barbárie. São Paulo: Boitempo, 2019. p. 156-157.

 

Dentre os processos formadores de vocábulos, a derivação é um dos mais usados. A correta classificação do processo derivacional está expressa em

  1. “desserviço” – derivação sufixal
  2. “embrutecida”  – derivação parassintética
  3. “infraestrutura” – derivação prefixal e sufixal
  4. “abissalmente” – derivação prefixal
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Gabarito

B

Comentário do professor

Embrutecida é o particípio do verbo embrutecer, formado por derivação parassintética. Nesse processo, há acréscimo simultâneo de um prefixo e de um sufixo a uma base léxica, criando-se uma nova palavra cuja existência depende dos dois afixos ao mesmo tempo.

No caso, a base é bruto, o prefixo é em- e o sufixo é -ecer. Não existe na língua portuguesa uma forma isolada resultante da supressão de apenas um dos afixos como forma válida relacionada ao verbo; por isso, a formação é parassintética.

Depois de formado o verbo embrutecer, obtém-se embrutecida como particípio, mantendo a origem parassintética da palavra.

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