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Questão FC831786

ADMIRÁVEL GADO NOVO Vocês que fazem parte dessa massa Que passa nos projetos do futuro É duro tanto ter que caminhar E dar muito mais do que receber E ter que demonstrar sua corage

Semântica

Pró Reitoria GP CP2 · 2024

ADMIRÁVEL GADO NOVO

Vocês que fazem parte dessa massa

Que passa nos projetos do futuro

É duro tanto ter que caminhar

E dar muito mais do que receber E ter que demonstrar sua coragem

À margem do que possa parece

 E ver que toda essa engrenagem

Já sente a ferrugem lhe comer Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado,ê!

Povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável

A vigilância cuida do normal

Os automóveis ouvem a notícia

Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada

A única velhice que chegou

Demoram-se na beira da estrada

E passam a contar o que sobrou! Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz! O povo foge da ignorância

Apesar de viver tão perto dela

E sonham com melhores tempos idos

Contemplam essa vida numa cela Esperam nova possibilidade De verem esse mundo se acabar

A arca de Noé, o dirigível Não voam, nem se pode flutuar Não voam, nem se pode flutuar

Não voam, nem se pode flutuar Ê, ô, ô, vida de gado Povo marcado, ê!

Povo feliz!

 

O refrão da canção de Zé Ramalho (“Ê, ô, ô, vida de gado”) apresenta a palavra “gado” representando

  1. uma civilização que vive sob hábitos rurais.
  2. uma sociedade marcada por conflitos violentos.
  3. um grupo de pessoas que age por instinto animal.
  4. uma coletividade que repete ações acriticamente.
  5. um percentual da sociedade que não se compreende.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Gado, no refrão de “Ê, ô, ô, vida de gado”, funciona como metáfora para uma coletividade que se comporta como um rebanho: segue rotinas e orientações sem questionar.

As imagens do texto — “massa”, “povo marcado”, a engrenagem que se enferruja, a vigilância que controla — ressaltam esse conformismo e a repetição mecânica de atos. O próprio refrão repetido amplifica a ideia de repetição contínua.

O termo acriticamente sublinha a ausência de reflexão crítica: a população age por hábito, influência externa ou conveniência, não por deliberação consciente.

Portanto, a palavra resume uma crítica social: o compositor denuncia a passividade coletiva e a tendência de reproduzir comportamentos impostos sem análise.

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