Questão FC831855
MARIA DA PENHA Compositores Paulinho Resende e Evandro Lima Comigo não, violão Na cara que mamãe beijou "Zé Ruela" nenhum bota a mão Se tentar me bater Vai se arrepender Eu tenho c
Linguagem
Pró Reitoria GP CP2 · 2017
MARIA DA PENHA
Compositores Paulinho Resende e Evandro Lima
Comigo não, violão Na cara que mamãe beijou "Zé Ruela" nenhum bota a mão Se tentar me bater
Vai se arrepender Eu tenho cabelo na venta E o que venta lá, venta cá Sou brasileira, guerreira Não tô de bobeira
Não pague pra ver Porque vai ficar quente a chapa... Você não vai ter sossego na vida, seu moço Se me der um tapa Da dona "Maria da Penha"
Você não escapa
O bicho pegou, não tem mais a banca De dar cesta básica, amor Vacilou, tá na tranca Respeito, afinal, é bom e eu gosto
Saia do meu pé Ou eu te mando a lei na lata, seu mané
Bater em mulher é onda de otário Não gosta do artigo, meu bem Sai logo do armário
Não vem que eu não sou Mulher de ficar escutando esculacho
Aqui o buraco é mais embaixo
A nossa paixão já foi tarde Cantou pra subir, Deus a tenha
Se der mais um passo Eu te passo a "Maria da Penha" Você quer voltar pro meu mundo Mas eu já troquei minha senha Dá linha, malandro
Que eu te mando a "Maria da Penha" Não quer se dar mal, se contenha Sou fogo onde você é lenha Não manda o seu casco Que eu te tasco a "Maria da Penha"
Se quer um conselho, não venha Com essa arrogância ferrenha Vai dar com a cara Bem na mão da "Maria da Penha"
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/alcione/maria-da-penha.html. Acesso em: 30/05/17.
A linguagem apresentada no texto pode ser considerada
- informal, pois utiliza expressões coloquiais.
- informal, pois utiliza vocabulário rebuscado.
- formal, pois respeita a variedade padrão da língua.
- formal, pois utiliza vocabulário próprio de um grupo social.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Informal. O texto emprega um registro coloquial típico da fala, o que caracteriza a linguagem como informal.
Observa-se o uso de gírias e expressões populares, por exemplo: "Zé Ruela", "mané", "vacilou" e "tá na tranca". Essas unidades marcam um vocabulário não padronizado e de circulação cotidiana.
Há também contrações e formas orais, como "tá" (de está) e construções sintáticas fragmentadas e enfáticas, que reproduzem a entonação da fala.
O texto apresenta ainda recursos de interlocução direta e de chamamento, com imperativos e ameaças brincadas "me manda a lei na lata", reforçando a aproximação coloquial com o leitor/ouvinte.
Portanto, por vocabulário, estrutura sintática e efeitos de oralidade, a linguagem do trecho é claramente informal.
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