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Questão FC831911

Texto IV O TRONO DO ESTUDAR Ninguém tira o trono do estudar Ninguém é o dono do que a vida dá E nem me colocando numa jaula Porque sala de aula essa jaula vai virar A vida deu os m

Interpretação de Textos (Compreensão)

Pró Reitoria GP CP2 · 2019

Texto IV

O TRONO DO ESTUDAR

Ninguém tira o trono do estudar Ninguém é o dono do que a vida dá E nem me colocando numa jaula Porque sala de aula essa jaula vai virar

A vida deu os muitos anos da estrutura Do humano à procura Do que Deus não respondeu Deu a história, a ciência, arquitetura Deu a arte, deu a cura E a cultura pra quem leu Depois de tudo até chegar neste momento Me negar conhecimento É me negar o que é meu Não venha agora fazer furo em meu futuro Me trancar num quarto escuro E fingir que me esqueceu (Vocês vão ter que acostumar!)

E tem que honrar e se orgulhar do trono mesmo E perder o sono mesmo Pra lutar pelo o que é seu Que neste trono todo ser humano é rei Seja preto, branco, gay Rico, pobre, santo, ateu Pra ter escolha, tem que ter escola Ninguém quer esmola E isso ninguém pode negar Nem a lei, nem Estado, nem turista Nem palácio, nem artista Nem polícia militar (Vocês vão ter que engolir e se entregar!)

DANI BLACK. Disponível em: https://www.youtube.com. Acesso em: 10 jul. 2019.

Sobre o Texto IV, é correto afirmar que ele defende a educação como

  1. uma jaula onde todo o conhecimento é guardado.
  2. um direito pertencente apenas aos que lutam por ela.
  3. um direito dos cidadãos pelo qual todos devemos lutar.
  4. uma responsabilidade mais da família do que da escola.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O texto apresenta a educação como um direito inalienável: o eu lírico afirma que ninguém pode “tirar o trono do estudar” e que negar acesso ao conhecimento é negar algo que lhe pertence (“Me negar conhecimento / É me negar o que é meu”).

Os versos repetitivos e imperativos reforçam a ideia de que esse direito exige defesa ativa: “Vocês vão ter que acostumar” e “Pra ter escolha, tem que ter escola” convocam à ação coletiva.

A enumeração inclusiva (“seja preto, branco, gay / rico, pobre”) sublinha a universalidade do direito à educação, mostrando que se trata de garantia de cidadania e de empoderamento social.

Assim, o poema defende a educação como um bem público pelo qual todos devemos lutar para conquistar e preservar.

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