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Questão FC831916

Texto III A FORÇA DO PROFESSOR Um guerreiro sem espada sem faca, foice ou facão armado só de amor segurando um giz na mão o livro é seu escudo que lhe protege de tudo que possa lhe

Interpretação de Textos (Compreensão)

Pró Reitoria GP CP2 · 2019

Texto III

A FORÇA DO PROFESSOR

Um guerreiro sem espada

sem faca, foice ou facão

armado só de amor

segurando um giz na mão

o livro é seu escudo

que lhe protege de tudo

que possa lhe causar dor

por isso eu tenho dito

tenho fé e acredito

na força do professor.

Ah... se um dia governantes

prestassem mais atenção

nos verdadeiros heróis

que constroem a nação

ah... se fizessem justiça

sem corpo mole ou preguiça

lhe dando o real valor

eu daria um grande grito

tenho fé e acredito

na força do professor.

Porém não sinta vergonha

não se sinta derrotado

se o nosso país vai mal

você não é o culpado

nas potências mundiais

são sempre heróis nacionais

e por aqui sem valor

mesmo triste e muito aflito

tenho fé e acredito

na força do professor.

Um arquiteto de sonhos

engenheiro do futuro

um motorista da vida

dirigindo no escuro

um plantador de esperança

plantando em cada criança

um adulto sonhador

e esse cordel foi escrito

porque ainda acredito

na força do professor.

BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Cene, 2017.

“Porém não sinta vergonha / não se sinta derrotado / se o nosso país vai mal / você não é o culpado”

No trecho acima, empregou-se o seguinte recurso expressivo:

  1. Citação de falas de professores.
  2. Interlocução com os leitores em geral.
  3. Simulação de diálogo com o professor.
  4. Incentivo à participação política do professor.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Simulação de diálogo é a melhor leitura para o trecho porque o eu poético dirige-se diretamente ao docente, buscando diálogo e consolação.

Uso da 2ª pessoa fica claro em expressões como “não se sinta” e “você não é o culpado”, que explicitam o endereço a um interlocutor específico: o professor.

Trata-se de uma fala enunciada, não de relato de conversa; o poema cria a impressão de comunicação imediata, como se o autor falasse com quem educa.

A estratégia reforça sentimentos de proteção e valorização, atribuindo ao poema a função comunicativa de amparar e eximir o professor de culpas sociais.

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