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Leia o texto a seguir: Mostra reinventa imagens de estátuas gregas a partir de origamis e capas de livros Davi Galantier Krasilchik Há algo estranho nesta fotografia de uma estátua

Morfologia

SELECON · 2026

Leia o texto a seguir:

Mostra reinventa imagens de estátuas gregas a partir de origamis e capas de livros

 

Davi Galantier Krasilchik

 

Há algo estranho nesta fotografia de uma estátua grega. Nela, um busto paira sobre um bloco de mármore sem uma das pernas, um dos braços e o rosto. Noutro registro, colunas antigas circundam um retângulo branco, como se uma parte tivesse sido removida à força. Conhecido por juntar materiais para interferir em imagens tradicionais, o artista Nino Cais faz das omissões uma maneira de reaver a corporalidade.

 

Na era das redes virtuais, a mostra "Uma Nova Ideia de Voo" transforma páginas antigas, ilustradas com esculturas de vários períodos históricos. Seja com capas de livros que traziam as fotos, seja com tecidos e superfícies distintas, Cais esconde faces e demais elementos ao repensar arquivos e estruturas físicas.

 

Dos defeitos rochosos em papel aos detalhes de brochuras espalhadas pela galeria Lume, ele descreve as obras como encontros entre peles diversas. "É como uma cirurgia", diz. "Por um lado, há a sobreposição de peles. Por outro, ocorre também a tiragem, em que revelo outra coisa. A imagem e a abstração são quase a mesma coisa — ambas nos levam a projetar algo novo pela falta.

 

A ideia de construção a partir da ausência é desenvolvida de muitas formas. Sobre o elmo de um antigo líder egípcio, pedaços fotográficos saltam para fora. Eles constituem esferas, que dividem a imagem entre informações e intervalos brancos e firmam uma espécie de rosto mutante.

 

A tática é parecida com a que desconstrói um homem barbado, cujos pelos de mármore se confundem com os bíceps e partes do peitoral. São intervenções que partem do próprio papel e que embaralham corpos de épocas distintas, como estátuas de bronze e figuras do Império Romano.

 

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/mostra-reinventa-imagensde- estatuas-gregas-a-partir-de-origamis-e-capas-de-livros.shtml. Excerto. Acesso em 07/04/2026.

 

No trecho "Cais esconde faces e demais elementos ao repensar arquivos e estruturas físicas", o verbo "esconde" está conjugado no:

  1. presente do indicativo, descrevendo uma característica da obra do artista
  2. futuro do presente do indicativo, indicando ação que ainda ocorrerá
  3. pretérito perfeito do indicativo, indicando ação concluída
  4. presente do subjuntivo, indicando possibilidade
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Gabarito

A

Comentário do professor

Presente do indicativo: o verbo esconde está no tempo verbal do presente, indicando ação no momento atual. Morfologicamente é a 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito Cais.

Funcionalmente, o presente do indicativo aqui não marca uma ação pontual, mas uma característica habitual ou geral da prática do artista. A frase descreve uma qualidade constante da obra: Cais esconde faces e demais elementos.

Sintaticamente, Cais é sujeito, esconde é núcleo do predicado verbal e faces e demais elementos funcionam como objeto direto. Esse uso do presente é comum em textos descritivos e jornalísticos para afirmar traços duradouros.

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