Questão FC833438
O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?
Morfologia
SELECON · 2026
Leia o texto a seguir.
O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?
Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.
Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.
Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las".
O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: "Isso é bom, vamos fazer de novo".
"A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete", acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas.
O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.
Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."
Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-apsicologia- diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiamtarefas- importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
No trecho “O cérebro processa essas distrações...”, o verbo destacado encontra-se no:
- presente do subjuntivo
- presente do indicativo
- futuro do presente
- pretérito perfeito
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
Presente do indicativo: a forma processa é o verbo no tempo e modo que afirmam um fato ou uma realidade de forma direta.
Do ponto de vista morfológico, vem do infinitivo processar e está flexionado na 3ª pessoa do singular, terminando em -a, marca típica dos verbos da 1ª conjugação no presente.
Sintaticamente, concorda com o sujeito o cérebro, também em 3ª pessoa do singular, formando a oração "O cérebro processa essas distrações".
Quanto ao uso, o presente do indicativo indica aqui uma verdade geral ou um hábito do funcionamento cerebral, não uma ação em curso marcada pelo gerúndio ("está processando").
Por isso, a forma escolhida expressa uma afirmação de caráter factual sobre o comportamento do cérebro diante das distrações.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em