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Questão FC833467

Leia o texto a seguir: Fitoterápico nano-tech com insumo da Amazônia pode frear avanço do Alzheimer Mais de 1 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer. A doença custa R$ 96 b

Morfologia

SELECON · 2025

Leia o texto a seguir:

 

Fitoterápico nano-tech com insumo da Amazônia pode frear

avanço do Alzheimer

 

Mais de 1 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer. A

doença custa R$ 96 bilhões por ano ao país e destrói memórias,

histórias e lares. Mas uma nova fórmula com DNA da Amazônia

pode mudar isso

 

O Brasil está prestes a escrever um novo capítulo no enfrentamento global da Doença de Alzheimer. Em quase 20 anos acompanhando a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação brasileira, este é um dos projetos mais bonitos e ambiciosos que pude acompanhar de perto como executivo de um grupo consultivo de Apoio à Inovação, não à toa o pesquisador líder desta iniciativa, Eduardo Caritá, foi agraciado em Ago/24 com o Prêmio GTIS de Profissional de P&D daquele ano, quando a pesquisa ainda se encontrava em estágio muito mais embrionário.

 

Pois bem. A pesquisa que originou o prêmio acima propõe uma combinação inédita de dois compostos bioativos — marapuama, nativa da Amazônia, e curcumina, extraída da cúrcuma. Com ambos foi desenvolvido um pré-mix nanotecnológico de liberação dirigida com aplicação nutracêutica, validado em estudos pré-clínicos com entregas cerebrais comprovadas.

 

Em outras palavras, pesquisadores brasileiros conseguiram criar uma fórmula à base de plantas que, ao ser engolida como suplemento, chega com precisão ao cérebro — algo raro e extremamente inovador.

 

O projeto, apoiado pela FAPESP na Fase 1 do PIPE (Processo 2023/09731-0), concluiu com sucesso a validação in vitro e in vivo da formulação, utilizando tecnologia de nanoencapsulação para atravessar a barreira hematoencefálica (BHE) e alcançar o parênquima cerebral.

 

Isso significa que os testes foram feitos tanto em laboratório quanto em animais, comprovando que as substâncias encapsuladas em partículas minúsculas conseguiram atravessar a "muralha protetora" do cérebro — algo que medicamentos comuns nem sempre conseguem.

 

Os resultados foram reconhecidos e aprovados pela FAPESP em relatório técnico, abrindo caminho para ensaios clínicos e eventual incorporação ao SUS.

 

A curcumina é um polifenol natural da cúrcuma (Curcuma longa), com ações antioxidantes, anti-inflamatórias e neuroprotetoras, e inibe a formação de placas-amiloides — estruturas ligadas ao Alzheimer.

 

Traduzindo: a cúrcuma, famosa como tempero e antiinflamatório natural, tem componentes que protegem os neurônios e evitam o acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro, que são comuns em quem tem Alzheimer.

 

A marapuama (Ptychopetalum olacoides), árvore amazônica, contém diterpenos clerodanos, que estimulam a produção de fatores neurotróficos como BDNF e GNF, promovendo a neurogênese. A marapuama, usada há séculos por povos indígenas como tônico cerebral, estimula o nascimento de novos neurônios e melhora a comunicação entre eles — ou seja, ajuda a manter o cérebro jovem e ativo.

 

Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/09/1056827-

fitoterapico-nano-tech-com-insumo-da-amazonia-pode-frear-avanco-do-alzheimer.

html. Acesso em 08/10/2025

 

No título do texto (“Fitoterápico nano-tech com insumo da Amazônia pode frear avanço do Alzheimer”), a forma verbal em destaque está no:

  1. infinitivo
  2. gerúndio
  3. particípio
  4. imperativo afirmativo
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Gabarito

A

Comentário do professor

Frear está no infinitivo. Trata‑se da forma verbal na sua forma não finita, usada após o verbo modal pode para completar o sentido.

Morfologicamente é identificável pelo sufixo -r final e pela ausência de flexão de pessoa, número ou tempo: não aparece conjugado como faria um verbo finito.

Sintaticamente funciona como complemento do verbo modal pode, indicando a ação possível ou potencial ("pode frear" = tem a capacidade de frear). Nesse uso o infinitivo expressa a ideia de ação em geral, sem marcar sujeito específico.

Trata‑se, portanto, de um infinitivo impessoal, pois não concorda com sujeito e permanece na forma base do verbo, justificando a alternativa correta.

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