Questão FC833786
Leia o Poema a seguir, de Cruz e Souza: Escárnio Perfumado Quando no enleio De receber umas notícias tuas, Vou-me ao correio, Que é lá no fim da mais cruel das ruas, Vendo tão fart
Vocábulo "Que"
SELECON · 2025
Leia o Poema a seguir, de Cruz e Souza:
Escárnio Perfumado
Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fim da mais cruel das ruas,
Vendo tão fartas,
D' uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas - isso dói, me aflige...
E nem tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,
Pois fico só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça , em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme...
Disponível em https://poemassemerros.wordpress.com/cruz-e-sousa-poemas/.Acesso em 20/08/2025
No trecho "Julgo que tudo me escarnece, apoda"(verso 10), o elemento em destaque é:
- uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta
- uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva subsjetiva
- um pronome relativo, que introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa
- um pronome relativo, que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva
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Gabarito
A
Comentário do professor
Que funciona como conjunção integrante, pois não tem valor próprio na oração principal e serve para introduzir uma oração subordinada que desempenha função nominal.
A oração introduzida por que é oração subordinada substantiva objetiva direta. Ela responde à pergunta feita ao verbo da oração principal: "o que eu julgo?".
Substituindo a oração por um elemento nominal: "Julgo isso" mantém o sentido, o que confirma que a oração introduzida é objeto direto do verbo julgo. Assim, que tudo me escarnece, apoda... é a oração subordinada que exerce a função de objeto direto.
Portanto, que é conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
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