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Questão FC833812

Leia o texto a seguir. Poluição nos oceanos já atinge até mar profundo Gabriel Stefanelli Silva explica ser muito difícil saber exatamente de onde os poluentes estão vindo, porque

Interpretação de Textos (Compreensão)

SELECON · 2026

Leia o texto a seguir.

Poluição nos oceanos já atinge até mar profundo

 

Gabriel Stefanelli Silva explica ser muito difícil saber exatamente de onde os poluentes estão vindo, porque podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos

 

Um estudo do Instituto Oceanográfico da USP investigou a presença de microplásticos e poluentes persistentes na bacia de Santos, litoral de São Paulo. Através da análise de sedimentos de peixes e invertebrados que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade, foram identificados a presença de fibras plásticas e poluentes orgânicos.

 

Gabriel Stefanelli Silva, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, explica que o mar profundo ainda é pouco explorado devido à sua complexidade. Ele conta que os primeiros registros de lixo em mar profundo são de 2013 e que ainda existe pouca pesquisa nessa área por conta de questões envolvendo financiamento e tecnologia.

 

Como foi feita a análise

 

As amostras foram coletadas em expedições na Bacia de Santos, com ajuda do navio do Instituto Oceanográfico, o Alfa Cruzes. Os pesquisadores utilizaram um equipamento capaz de retirar porções intactas do sedimento marinho e redes de arrasto para capturar peixes e invertebrados.

 

Em laboratório, analisaram o conteúdo digestivo dos animais e os sedimentos em busca de microplásticos e poluentes orgânicos persistentes, compostos químicos que podem permanecer no ambiente por décadas.

 

Lixo no mar profundo

 

Stefanelli explica que é muito difícil saber exatamente de onde esse material está vindo, porque eles podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos. O lixo das cidades é bastante responsável pela presença desses materiais no fundo do mar. Os resíduos, intencionalmente ou não, acabam indo parar nos rios, que em sua maioria desaguam no mar.

 

Além disso, os microplásticos, por serem muito leves, também acabam sendo levados pelo ar. “Uma corrente de vento pode levar esse material por grandes distâncias, inclusive, na atmosfera. Mas também tem a questão do aporte de material que já está no oceano. Então, em embarcações, por exemplo, em plataformas offshore, também geram lixo, também geram esse resíduo que já está ali no ambiente.”

 

Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/poluicao-nos-oceanos-ja-atinge-ate-marprofundo/. Excerto. Acesso em 04/06/2026

 

A referência ao fato de o mar profundo ser “pouco explorado” permite concluir que essa situação decorre principalmente:

  1. da falta de interesse científico
  2. da escassez de organismos marinhos
  3. da inexistência de registros anteriores sobre poluição
  4. de limitações relacionadas a recursos financeiros e tecnológicos
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Gabarito

D

Comentário do professor

A expressão pouco explorado no texto refere-se principalmente a limitações de recursos financeiros e tecnológicos, conforme o próprio trecho que menciona "questões envolvendo financiamento e tecnologia".

O ambiente do mar profundo exige equipamentos especializados (navios de pesquisa, amostradores de sedimento, redes de arrasto, ROVs e submersíveis) e análises laboratoriais complexas para detectar microplásticos e poluentes persistentes. Esses itens têm elevado custo e demanda técnica.

Por consequência, há menos expedições, amostragens e estudos sistemáticos, o que explica registros tardios e lacunas de conhecimento sobre distribuição e origem dos poluentes. Logo, a falta de verba e de tecnologia é a causa principal do pouco conhecimento sobre o mar profundo.

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