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Leia o texto a seguir: Antes e depois: imagens de IA mostram efeitos destruidores dos microplásticos no rosto humano Fragmentos presentes no dia a dia podem prejudicar processos ho

Interpretação de Textos (Compreensão)

SELECON · 2025

Leia o texto a seguir:

 

Antes e depois: imagens de IA mostram efeitos destruidores dos microplásticos no rosto humano

 

Fragmentos presentes no dia a dia podem prejudicar processos hormonais e ressecar a pele

 

Há cada vez mais evidências de que os microplásticos que cercam nossas vidas são capazes de penetrar em estruturas e órgãos do corpo, perturbando uma série de funções biológicas. Segundo cientistas, pesquisas apontam que esses fragmentos podem se acumular no organismo com o tempo e desregular hormônios, ressecar a pele, causar inflamações e alterações de peso corporal.

 

Agora, uma empresa de reciclagem do Reino Unido tentou capturar o impacto que essas toxinas podem estar causando à pele.

 

A convite da businesswaste.co.uk, pesquisadores utilizaram imagens geradas por inteligência artificial (IA) de um homem e de uma mulher jovens e saudáveis e simularam a exposição a microplásticos em três níveis diferentes: baixo, médio e alto.

 

No nível baixo, as imagens mostram que os indivíduos foram expostos aos microplásticos através de alimentos, de bebidas e do ambiente cotidiano. O relatório sugere que os fragmentos estavam interferindo nos hormônios, levando a ressecamento da pele, vermelhidão e irritação.

 

No nível médio, as simulações apontam o consumo frequente de alimentos processados embalados em plástico e de frutos do mar contaminados. Os modelos também estariam usando roupas feitas de tecidos sintéticos como náilon e poliéster com mais regularidade. Os pesquisadores alegam que nesse nível a exposição poderia causar mais irritação da pele e desregular hormônios, levando à produção excessiva de oleosidade e envelhecimento precoce. O desequilíbrio da testosterona pode aumentar a produção de óleo na pele.

 

Nas simulações de nível alto, os modelos humanos estariam expostos a microplásticos no ambiente de trabalho, que incluiria áreas de gestão de resíduos, indústrias têxteis sintéticas e setores de fabricação de plásticos.

 

Segundo a equipe, nesse caso as inflamações seriam ainda maiores, com manifestações na pele e sinais de envelhecimento precoce. Elas incluiriam descoloração, aparecimento de caroços e lesões que não cicatrizam adequadamente. Também pode haver descoloração azulada ou arroxeada nos lábios e pontas dos dedos.

 

Flutuações hormonais levariam a afinamento ou queda de cabelo, alterações de peso e ciclos menstruais irregulares.

 

“É evidente que há muitos sinais preocupantes de como essa poluição pode nos afetar. As imagens que geramos são baseadas em descobertas desses estudos e mostram resultados alarmantes, mas esperamos que façam as pessoas prestar atenção ao problema maior”, afirmou Mark Hall, especialista em resíduos plásticos da empresa responsável pelo relatório.

 

Suas recomendações para evitar o excesso de contaminantes incluem abandonar plásticos de uso único, filtrar a água potável, trocar tecidos de náilon e poliéster por materiais naturais como algodão e lã, consumir alimentos orgânicos sempre que possível, reduzir o consumo de frutos do mar e substituir colheres de plástico por colheres de madeira, tábuas de corte por opções naturais e potes de plástico por recipientes de vidro.

 

Fonte:https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/04/05/antes-e-depois-imagensde- ia-mostram-efeitos-destruidores-dos-microplasticos-no-rosto-humano.ghtml.Acesso em 05/04/2025. Texto adaptado.

 

Se considerarmos os ambientes ocupacionais descritos na exposição a microplásticos, podemos inferir que a vulnerabilidade:

  1. afeta apenas as pessoas que ingerem frutos do mar em excesso
  2. atinge a todas as pessoas, independentemente da natureza de suas ocupações ou profissões
  3. é amplificada em ambientes laborais específicos, como indústrias e centros de reciclagem, devido ao intenso contato com partículas tóxicas
  4. é irrelevante se a pessoa tiver hábitos saudáveis, se praticar exercícios físicos regularmente e se consumir alimentos orgânicos livres de agrotóxicos
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa correta aponta que a vulnerabilidade é maior em ambientes laborais específicos, como indústrias e centros de reciclagem, porque nesses locais há concentração e contato intenso com microplásticos.

Em termos didáticos, quanto maior a concentração ambiental e a frequência do contato, maior a dose biológica recebida. Isso ocorre por vias de exposição relevantes no trabalho: inalação de partículas aerossolizadas e contato dérmico repetido.

O aumento da dose favorece bioacumulação e respostas inflamatórias locais e sistêmicas, que potencializam efeitos como irritação cutânea, alterações hormonais e pior cicatrização.

Além disso, ambientes industriais frequentemente envolvem coexposição a outras substâncias que facilitam a penetração dos microplásticos, ampliando o risco ocupacional.

Portanto, a combinação de concentração, repetição do contato e presença de agentes coadjuvantes explica por que a vulnerabilidade se amplia nesses locais.

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