Questão FC869170
O El Niño retornou no fim de abril de 2026 e se consolidou ao longo de maio de 2026, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensid
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VUNESP · 2026
O El Niño retornou no fim de abril de 2026 e se consolidou ao longo de maio de 2026, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensidade moderada, mas que ganhe força ao longo dos meses, podendo evoluir para um cenário de “super El Niño”.
(Gabriel Almeida. www.canalrural.com.br, 13.04.2026. Adaptado.)
O fenômeno meteorológico mencionado no excerto impacta diretamente a produção agrícola brasileira. Na região Sul e na região Centro-Oeste, esses impactos são, respectivamente,
- a incidência de doenças provocadas por fungos, devido à elevada umidade; e a redução da umidade no solo, devido à escassez de chuvas.
- o aumento da erosão laminar do solo, devido ao excesso de precipitação; e o atraso na colheita de grãos, devido aos volumes de chuva acima de média anual.
- o tombamento das lavouras, devido às rajadas fortes de ventos; e o aumento da umidade no solo, devido às chuvas torrenciais.
- a incidência de queimadas, devido às altas temperaturas; e o processo de lixiviação do solo, devido ao longo período de estiagem.
- o atraso na colheita de grãos, devido à formação de intensas geadas; e o aumento da erosão laminar do solo, devido ao excesso de precipitação.
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Gabarito
A
Comentário do professor
El Niño altera a circulação atmosférica e desloca zonas de chuva, provocando no Brasil padrões regionais distintos: aumento de precipitação no Sul e déficit hídrico no Centro-Oeste.
No Sul, a maior frequência de chuvas e a elevada umidade relativa criam condições ideais para doenças fúngicas na soja, como ferrugem e podridões foliares, porque o fungo se desenvolve com folhas úmidas e temperaturas amenas.
No Centro-Oeste, a tendência é de redução da umidade do solo em função da escassez de chuvas, o que provoca estresse hídrico nas plantas, redução do desenvolvimento radicular e queda de produtividade quando não há irrigação.
Esses efeitos explicam por que produtores devem ajustar manejo sanitario e hídrico conforme a evolução do fenômeno.
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