Questão FC871143
De acordo com MALAMED (2016) – Emergências Médicas em Odontologia, em casos de obstrução de vias aéreas por corpo estranho durante tratamento odontológico ambulatorial, marque a al
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CRS (PM MG) · 2026
De acordo com MALAMED (2016) – Emergências Médicas em Odontologia, em casos de obstrução de vias aéreas por corpo estranho durante tratamento odontológico ambulatorial, marque a alternativa INCORRETA.
- A ausência de sinais e sintomas clínicos respiratórios indicam que o objeto se encontra no trato gastrintestinal, o cirurgião-dentista deve interromper a consulta e deixar o paciente em observação por 30 minutos e, só então, liberar o paciente.
- Quando um objeto penetrar na orofaringe de um paciente que se encontra deitado em posição supina ou semi-supina, não se deve permitir que o paciente se sente. A cadeira odontológica deve ser movimentada para uma posição ainda mais deitada enquanto se remove o objeto.
- No manejo de corpos estranhos aspirados deve-se posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo e encorajá-lo a tossir.
- São instrumentos e técnicas utilizados para prevenir aspiração e deglutição de objetos: dique de borracha, anteparo com gaze (gaze 4 × 4), posição da cadeira, assistente dentária, sucção, ligadura (fio dental).
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa é incorreta porque a ausência de sinais respiratórios não confirma que o corpo estranho passou para o trato gastrointestinal. Objetos inalados podem inicialmente ser assintomáticos e, mais tarde, provocar obstrução, infecção ou atelectasia.
Ao suspeitar de ingestão ou aspiração deve-se interromper o atendimento e realizar avaliação objetiva da via aérea e ventilação. Não é adequado liberar o paciente após apenas 30 minutos de observação.
É obrigatório solicitar exames radiográficos direcionados (tórax/pescoço para aspiração; abdome se suspeita de ingestão) e encaminhar para avaliação médica de urgência. Se houver possibilidade de aspiração, considerar broncoscopia para localização/remoção.
Em síntese, a conduta deve ser baseada em avaliação clínica e exames complementares, e não em observação breve e exclusiva da ausência temporária de sintomas.
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