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Questão FC871242

De acordo com Neville et al. (2024) e a Classificação da OMS para Tumores de Cabeça e Pescoço (2022), assinale a alternativa INCORRETA sobre cistos e tumores odontogênicos e não od

Sem classificação

FUNDATEC · 2026

De acordo com Neville et al. (2024) e a Classificação da OMS para Tumores de Cabeça e Pescoço (2022), assinale a alternativa INCORRETA sobre cistos e tumores odontogênicos e não odontogênicos.

  1. Embora exiba um comportamento clínico menos agressivo que a variante convencional (sólido/multilocular), o ameloblastoma unicístico requer diagnóstico histopatológico criterioso para diferenciar os padrões luminal, intraluminal e mural, sendo este último associado a maior risco de recidiva.
  2. Apesar de ser classificado histologicamente na categoria de tumores odontogênicos de epitélio e ectomesênquima, o odontoma é considerado pela literatura atual como uma anomalia de desenvolvimento (hamartoma) e não como uma neoplasia verdadeira.
  3. O ceratocisto odontogênico, após debates taxonômicos na literatura, encontra-se definitivamente consolidado na classificação da OMS de 2022 como um cisto de desenvolvimento, mantendo, contudo, a sua relevância clínica devido ao comportamento infiltrativo e a elevadas taxas de recorrência.
  4. O mixoma odontogênico é uma neoplasia benigna infiltrativa de origem ectomesenquimal que, em exames imaginológicos, exibe classicamente um padrão multilocular com septos ósseos finos arranjados em ângulos retos (aspecto em “raquete de tênis” ou “favo de mel”).
  5. O cisto do ducto nasopalatino constitui o cisto odontogênico de desenvolvimento mais prevalente da cavidade oral, originando-se a partir de remanescentes epiteliais da lâmina dentária aprisionados na linha média do palato anterior.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação é incorreta porque o cisto do ducto nasopalatino não é odontogênico. Trata‑se de um cisto não odontogênico de desenvolvimento originado de remanescentes epiteliais do ducto nasopalatino (ducto incisivo), e não da lâmina dentária.

É, na verdade, o cisto não odontogênico mais frequente da região maxilar anterior, situado na linha média do palato anterior, na região do forame incisivo. Radiograficamente costuma aparecer como uma radiolucência em forma de coração/oval entre as raízes dos incisivos centrais, com dentes normalmente vitais.

Portanto, a origem embriológica e a classificação estão equivocadas na frase: não deriva da lâmina dentária e não é classificado como cisto odontogênico.

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