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Questão FC871708

O domínio da arquitetura da rede Tor é essencial para a atuação das forças de segurança no enfrentamento de crimes que se desenvolvem na dark web, em que o anonimato fornecido pelo

Principais Protocolos de Redes

FGV · 2026

O domínio da arquitetura da rede Tor é essencial para a atuação das forças de segurança no enfrentamento de crimes que se desenvolvem na dark web, em que o anonimato fornecido pelo roteamento em camadas dificulta a identificação de autores, servidores e fluxos de comunicação ilícitos.

 

Referente à arquitetura da rede Tor, assinale a alternativa que corretamente descreve o seu funcionamento:

  1. Na topologia leaky-pipe utilizada pela rede Tor, o limite de um fluxo extrapola o nó de saída como sendo o final, possibilitando tal demanda a qualquer salto do circuito.
  2. O mecanismo básico de conexão entre cliente e servidor utilizado pelos serviços ocultos Tor utilizam pontos, denominado rendez-vous, possibilita conexões identificadas de forma cifrada entre cliente e servidor.
  3. Os roteadores da rede Tor observam a política estabelecida pela infraestrutura da rede de roteamento onion routing, que busca portas externas de saída livres para conexões seguras.
  4. Tor é um serviço sustentado por uma infraestrutura chamada onion routing, baseada em comutação de pacotes, em que cada nó conhece para qual destino o pacote de dados deve ser enviado, sem identificação do emissor.
  5. Tor permite que diversos fluxos TCP sejam multiplexados para SSH em vários circuitos, potencializando o anonimato, em detrimento da eficiência, dadas as camadas criadas para proteção do pacote de dados criptografado.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa descreve a topologia Leaky-Pipe, em que um fluxo na rede Tor não precisa necessariamente percorrer até o nó de saída final para alcançar o destino. O cliente pode estabelecer que a entrega ocorra em um dos nós intermediários, fazendo com que o pacote "vaze" do circuito antes do último salto.

Na prática isso é possível porque a criptografia em camadas da rede é removida progressivamente em cada salto; se o encaminhamento for encerrado em um nó intermédio, esse nó executa a função de saída para aquele fluxo específico. Cada nó conhece apenas o nó anterior e o próximo, preservando o anonimato entre origem e destino.

Esse comportamento torna mais difícil para observadores correlacionarem tempos de entrada e saída, pois o ponto de saída pode variar dinamicamente ao longo do circuito, aumentando a resistência a análises de tráfego e identificação de autores ou servidores.

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