Questão FC871758
O estudo das técnicas antivírus é essencial para a formação e atuação de peritos policiais, pois esses mecanismos representam o estágio mais avançado da camuflagem digital utilizad
Recursos e Ferramentas de Segurança da Informação
FGV · 2026
O estudo das técnicas antivírus é essencial para a formação e atuação de peritos policiais, pois esses mecanismos representam o estágio mais avançado da camuflagem digital utilizada por malwares modernos. Tal compreensão às possibilidades de ataque direto a softwares de segurança permite que o profissional identifique comportamentos anômalos, preserve evidências digitais e reconstrua o vetor de infecção com precisão técnico-científica — competências indispensáveis nas investigações de crimes cibernéticos e fraudes eletrônicas.
Nesse contexto, assinale a opção que apresenta uma técnica de implementação de antivírus.
- Antiemulação, na qual o vírus modifica algum endereço de um executável, desviando a execução do programa para outra parte do código, evitando o endereço inicial.
- Blindagem antidepuração (armoring), empregando mecanismos de introspecção que permitem a um vírus localizar e eliminar processos de antivírus residentes na memória, incluindo firewalls e editores de registro do sistema, impedindo a inicialização de ferramentas de segurança após o reinício.
- Evasão (avoidance), que disponibiliza um conjunto de ferramentas para esconder rastros de invasão de computadores e evitar a detecção.
- Retrovírus, que visa especificamente tornar a análise do código malicioso difícil para pesquisadores, recorrendo a técnicas que dificultam tanto a análise dinâmica quanto a estática.
- Tunelamento (tunneling), na qual o vírus rastreia o código de funções da API do sistema operacional que utiliza, a fim de garantir que a execução chegue ao destino real e não esteja sendo monitorada; se detectar interceptação, o vírus desvia o controle para burlar o monitoramento.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Errado
Comentário do professor
Tunelamento (tunneling) é uma técnica em que o código malicioso monitora e acompanha as rotinas de API do sistema operacional para assegurar que a execução chegue ao endereço legítimo, mesmo na presença de mecanismos de inspeção.
Na prática o malware implementa hooks ou trampolins nas rotinas alvo, verifica se chamadas foram interceptadas por um antivírus ou sandbox e, ao detectar tal interceptação, desvia o fluxo para rotinas alternativas que mascaram sua atividade ou retornam resultados que enganam o monitor.
Para peritos, identificar tunelamento exige procura por artefatos como alterações em tabelas de importação, hooks inline, discrepâncias entre chamadas de API e chamadas de sistema e anomalias no fluxo de execução. Técnicas forenses incluem análise em nível de kernel, dump de memória e execução em ambientes controlados sem hooks para reconstruir o vetor de infecção.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em