Questão FC871858
Durante perícia em propriedade rural sob investigação por fraude sanitária, o médico-veterinário perito identifica abortos recorrentes em bovinos e suínos. Para estabelecer o nexo
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FEPESE · 2026
Durante perícia em propriedade rural sob investigação por fraude sanitária, o médico-veterinário perito identifica abortos recorrentes em bovinos e suínos.
Para estabelecer o nexo causal e o risco zoonótico, o perito deve considerar que o diagnóstico definitivo (padrão-ouro) de Brucelose, essencial para a fundamentação jurídica de laudos periciais e ações de defesa sanitária, baseia-se em:
- Teste de soroaglutinação rápida (RST) em amostra única de soro sanguíneo, cujo resultado positivo é suficiente para determinar a infecção ativa e ordenar o sacrifício sanitário obrigatório do rebanho.
- Isolamento e identificação do agente a partir de cultivo bacteriológico, podendo ser complementado por métodos moleculares (PCR) para tipificação de espécie.
- Observação de lesões macroscópicas características (placentite necrótica, endometrite) durante a necropsia, dispensando a confirmação laboratorial para fins de notificação compulsória ao serviço oficial.
- Detecção de anticorpos maternos no colostro de vacas recém-paridas, método que diferencia infecção aguda de vacinação prévia com amostra B19.
- Análise histopatológica de linfonodos mesentéricos com presença de granulomas caseosos, achado patognomônico que distingue Brucelose de todas as outras causas de aborto infeccioso.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Isolamento e identificação por cultivo bacteriológico é o padrão-ouro para diagnóstico definitivo da brucelose porque demonstra a presença de organismo viável e permite vincular diretamente o agente às lesões observadas, condição essencial em laudos periciais e ações sanitárias por risco zoonótico.
As amostras usuais incluem placenta, feto, úbere/mama, linfonodos e sangue. Brucella é de crescimento lento e exige meios seletivos e identificação laboratorial (provas bioquímicas, sorotipagem ou MALDI-TOF) para confirmação.
O uso de PCR complementa o cultivo para tipificação de espécie e detecção rápida, mas não substitui o isolamento porque não diferencia agentes vivos de material genético residual.
Por fim, o cultivo requer estrutura de biossegurança adequada; a confirmação por isolamento fortalece a fundamentação jurídica do laudo e a tomada de medidas de defesa sanitária.
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