Questão FC871860
Considerando o estágio de desenvolvimento dos insetos da primeira onda de colonização (Calliphoridae) e a presença da segunda onda (Silphidae), qual das seguintes alternativas repr
Sem classificação
FEPESE · 2026
Um perito médico-veterinário é acionado para examinar a carcaça de um cervídeo (Mazama gouazoubira, veado-catingueiro) encontrada em uma região onde as temperaturas médias diurnas têm se mantido em torno de 27°C. O corpo está em fase de decomposição ativa, caracterizada pela ruptura dos tecidos, liberação de fluidos e um odor pútrido intenso.
A análise da fauna entomológica associada à carcaça revelou:
■ Presença de extensas massas de larvas de dípteros (família Calliphoridae) em seu terceiro e último ínstar de desenvolvimento (L3), alimentando-se ativamente.
■ Presença de adultos e larvas de besouros (Coleoptera) da família Silphidae, que foram observados predando as larvas de dípteros.
Considerando o estágio de desenvolvimento dos insetos da primeira onda de colonização (Calliphoridae) e a presença da segunda onda (Silphidae), qual das seguintes alternativas representa o Intervalo Pós-Morte (IPM) mais provável?
- Entre 12 e 24 horas.
- Entre 24 e 48 horas.
- Entre 4 e 7 dias.
- Entre 15 e 20 dias.
- Aproximadamente 30 dias.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A presença massiva de larvas de Calliphoridae em L3 indica que a primeira onda de colonização já completou várias mudas. Em temperaturas médias próximas de 27°C, o desenvolvimento das larvas desses dípteros até o terceiro ínstar costuma ocorrer em cerca de 3 a 5 dias, dependendo da espécie e disponibilidade de alimento.
O quadro de decomposição ativa, com ruptura tecidual, fluidos e odor pútrido, é compatível com a fase em que as larvas estão em alimentação intensa, típica de poucos dias após a morte.
A ocorrência de Silphidae em adultos e larvas, predando as larvas de Calliphoridae, sinaliza o início da segunda onda de colonizadores necrofágicos, que normalmente aparece quando a biomassa larval já está estabelecida, isto é, alguns dias após a primeira colonização.
Integrando desenvolvimento larval a ~27°C, sinais de decomposição e a chegada de Silphidae, o intervalo pós-morte estimado de 4 a 7 dias é o mais coerente com essas evidências entomológicas e ambientais.
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