Questão FC871884
O número de mortes em conflitos agrários cresceu 15% em 2017 na comparação com o ano anterior, num total de 70 assassinatos. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que d
Meio Ambiente, Ecologia e Sustentabilidade
VUNESP · 2018
O número de mortes em conflitos agrários cresceu 15% em 2017 na comparação com o ano anterior, num total de 70 assassinatos. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que divulgou os dados nesta quarta-feira (23 de maio de 2018), trata-se do maior número desde 2003. Dentre as mortes registradas, a pastoral destaca quatro massacres que ocorreram na Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia, resultando em 28 assassinatos. O estado do Pará lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, dez no massacre de Pau D’Arco, seguido pelo estado de Rondônia, com 17, e pela Bahia, com 10 assassinatos.
(Carta Capital. https://www.cartacapital.com.br. 23.05.2018. Adaptado)
Uma das justificativas para a violência no campo brasileiro relaciona-se
- ao processo histórico de concentração fundiária.
- à minifundiarização da produção de matérias-primas agrícolas.
- à industrialização de áreas remotas do território nacional.
- à coletivização das terras improdutivas prevista na Constituição.
- ao avanço das monoculturas em direção das periferias urbanas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Concentração fundiária refere-se à distribuição extremamente desigual da terra, que no Brasil tem origem histórica: colonização voltada ao mercado externo, uso de mão de obra escrava e formação de latifúndios. Esse padrão impediu o acesso da maior parte da população à terra e cristalizou relações de poder no campo.
Essa estrutura gera deslocamento e pobreza rural, fazendo surgir conflitos entre proprietários, posseiros e movimentos por terra. Invasões, disputas por limites e resistências organizadas frequentemente acabam em violência e homicídios, como mostram os massacres citados.
Práticas como grilagem, avanço do agronegócio, fragilidade das políticas de regularização e impunidade agravam o problema. Por isso, os assassinatos no campo são expressão de um conflito estrutural decorrente da concentração fundiária.
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