Questão FC885719
A cirurgia de artroplastia total de quadril (ATQ) é utilizada para o tratamento da artrite avançada do quadril. O fisioterapeuta tem um papel importante na reabilitação pré e pós-o
Fisioterapia em Ortopedia
CRS (PM MG) · 2017
A cirurgia de artroplastia total de quadril (ATQ) é utilizada para o tratamento da artrite avançada do quadril. O fisioterapeuta tem um papel importante na reabilitação pré e pós-operatória dessa cirurgia. Nesse contexto, marque a alternativa CORRETA:
- Após uma ATQ não cimentada os pacientes costumam ter permissão para apoiar todo o peso tolerado quase que imediatamente após a cirurgia.
- Antes de descontinuar o uso de um meio auxiliar para deambulação no pós-operatório, é importante recuperar a força dos adutores e extensores do quadril, de modo a manter a estabilidade e simetria durante a deambulação.
- São fatores de risco que devem ser observados antes de iniciar a reabilitação, que podem contribuir para luxação articular após a ATQ: história de cirurgia prévia de quadril, demência e acesso cirúrgico anterior, que apresenta risco mais elevado do que o acesso posterior, anterolateral ou lateral.
- Mesmo se o paciente tiver permissão para apoiar todo o peso sobre o membro operado, e descontinuar o uso de muleta ou bengala conforme a tolerância, ele deve, por precaução, continuar usando o auxílio durante as primeiras semanas quando for subir e descer escadas, para um apoio de peso protegido.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Mesmo com autorização para apoio de peso total no membro operado, é prudente manter o uso de muleta ou bengala nas atividades de subir e descer escadas nas primeiras semanas pós‑operatórias.
Subir/descer escadas exige maior amplitude, força e controle postural, aumentam as cargas sobre a articulação e a demanda dos músculos abdutores e estabilizadores. O auxílio fornece apoio de peso protegido, melhora o equilíbrio e reduz risco de quedas e de deslocamento articular.
Usar a bengala na mão contralateral ao quadril operado facilita a descarga e a simetria durante a marcha. À medida que dor, força e propriocepção evoluem, o paciente progride para deambulação sem auxílio, após avaliação clínica e treino funcional.
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