Questão FC888344
De acordo com HUPP, et al (2009) – Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea, considerando altura e largura óssea e limitações anatômicas, marque a alternativa INCORRETA.
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
De acordo com HUPP, et al (2009) – Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea, considerando altura e largura óssea e limitações anatômicas, marque a alternativa INCORRETA.
- Em região posterior de mandíbula atrófica, deve tocar com a extremidade apical do implante a parede superior do canal mandibular para maximizar o suporte de força oclusal biomecânica quando carregados.
- Para aumentar a chance de sucesso, deve haver largura óssea adequada para permitir 1 mm de osso na face lingual e 1 mm de osso na face vestibular do implante.
- A distância mínima entre implantes varia de acordo com os sistemas, mas 3 mm são geralmente aceitáveis. Este espaço mínimo é necessário para garantir a viabilidade óssea entre implantes e para permitir uma higienização oral adequada após a instalação da prótese.
- A extensão mais anterior do forame ósseo mentoniano é frequentemente localizada posteriormente à extensão mais anterior do nervo mentoniano antes da sua saída do osso. Localização mais posterior do implante deve ser a pelo menos 2 mm do nervo. Isto significa que o implante deve ser posicionado a 5 mm anteriormente à região mais anterior do forame mentoniano.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Errado: tocar a extremidade apical do implante na parede superior do canal mandibular é contraindicado. O contato intencional com essa parede expõe o nervo alveolar inferior a compressão e risco de lesão sensorial.
Lesões do nervo podem causar parestesia, anestesia ou dor neuropática permanente. Além disso, o simples apoio apical na parede do canal não garante melhor distribuição de carga; pode criar pontos de concentração de tensão e prejudicar a osteointegração e a estabilidade a longo prazo.
Em mandíbulas atróficas, as condutas seguras incluem implantes mais curtos ou angulados, aumento ósseo ou, em casos selecionados, reposicionamento do nervo com planejamento rigoroso e consentimento informado. Nunca perfurar ou comprimir o canal para “maximizar suporte”.
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