Questão FC888842
Um equino apresentava dor abdominal intensa, temperatura retal de 39,1ºC, hiperemia de mucosas oral e ocular, frequência cardíaca de 64 batimentos por minuto, frequência respiratór
Patologia Veterinária
CRS (PM MG) · 2023
Um equino apresentava dor abdominal intensa, temperatura retal de 39,1ºC, hiperemia de mucosas oral e ocular, frequência cardíaca de 64 batimentos por minuto, frequência respiratória de 36 movimentos por minuto, tempo de preenchimento capilar de 3 segundos, atonia à auscultação nos quadrantes das fossas paralombares do antímero direito e hipoperistalse no antímero esquerdo. O animal apresentava, também, conteúdo gástrico escorrendo pelas narinas, sendo imediatamente sondado, recuperando 12 litros de forma espontânea, mantendo uma taxa média de refluxo de 3 litros por hora com pH 8,0. Assim que sondado, houve redução da dor abdominal para um desconforto leve, com frequência cardíaca de 54 batimentos por minuto e frequência respiratória de 18 movimentos por minuto, mantendo os demais parâmetros.
Assinale a alternativa CORRETA:
- O animal está apresentando um quadro de enterite anterior e deve ser mantido em tratamento clínico.
- O animal está apresentando um quadro de obstrução intraluminal do íleo e deve ser mantido em tratamento clínico.
- O animal está apresentando uma obstrução estrangulada do intestino delgado e deve ser submetido à celiotomia exploratória.
- O animal está apresentando um quadro de obstrução intraluminal do íleo e deve ser submetido à celiotomia exploratória.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O quadro descrito é compatível com enterite anterior (duodenite/proximal jejunitis): dor abdominal intensa com grande volume de refluxo nasogástrico (12 L inicial e 3 L/h), pH alcalino (pH 8,0) e ausculta com atonia/hipoperistalse. Esses achados indicam secreção e estase do intestino proximal em vez de obstrução estrangulante.
A melhora clínica imediata após a descompressão nasogástrica (redução da dor, queda da FC e FR) é um sinal prognóstico favorável para manejo conservador. Nessas condições, o tratamento clínico inclui reposição de fluidos e eletrólitos, analgesia/anti-inflamatórios, drenagem gástrica contínua, antibioterapia e cuidados para prevenir endotoxemia, com monitorização regular do refluxo e sinais vitais.
Portanto, diante da resposta à descompressão e da estabilidade relativa, a conduta adequada é manter o tratamento clínico.
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