Questão FC888856
Um equino apresentando claudicação de grau 2 (escala 1-5), do membro torácico esquerdo, foi diagnosticado com tenossinovite do flexor digital superficial, com uma lesão envolvendo
Cirurgia Veterinária
CRS (PM MG) · 2023
Um equino apresentando claudicação de grau 2 (escala 1-5), do membro torácico esquerdo, foi diagnosticado com tenossinovite do flexor digital superficial, com uma lesão envolvendo uma área de aproximadamente 25% do tendão (ao exame ultrassonográfico) e se extendendo por 8 cm do terço distal do metacarpo até o início da primeira falange. Além disso, o tendão flexor digital superficial, na região citada, possui a mesma área em corte transversal que o tendão flexor digital profundo. O animal foi tratado por 30 dias com antiinflamatórios sistêmicos, gelo, repouso, antiinflamatórios tópicos, protetor gástrico e bandagem, com pouco resultado clínico e poucas mudanças nas imagens ultrassonográficas.
Assinale a alternativa que contenha a sequência CORRETA para o tratamento da lesão descrita:
- Desmotomia do ligamento anular digital proximal; aplicação intralesional de Plasma Rico em Plaquetas (PRP).
- Desmotomia do ligamento anular palmar; aplicação intralesional de células tronco.
- Desmotomia do ligamento check inferior; aplicação intralesional de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e células tronco.
- Desmotomia do ligamento palmar do carpo; aplicação intralesional de triancinolona e Plasma Rico em Plaquetas (PRP).
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Gabarito
B
Comentário do professor
A desmotomia do ligamento anular palmar é indicada quando há aumento de volume do tendão flexor digital superficial com compressão e restrição do deslizamento, especialmente se a área transversal ficou igual ao tendão profundo, sugerindo estenose. A liberação do ligamento alivia pressão local, melhora o deslizamento tendíneo e permite melhor vascularização da lesão.
A aplicação intralesional de células-tronco visa a regeneração tendínea, modulando inflamação, reduzindo fibrose e favorecendo deposição de colágeno organizado. A injeção deve ser feita com guia ultrassonográfico após desmistomia, em ambiente asséptico.
Associar imobilização controlada, reabilitação progressiva e monitorização ultrassonográfica é fundamental para consolidar a cicatrização e reduzir risco de recidiva. Atenção a risco infeccioso e ao protocolo de retorno ao trabalho.
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