Questão FC888870
Um cão, macho, de 9 anos de idade, é consultado por um médico veterinário, sendo o relato do proprietário que, há 6 meses, o animal apresenta uma dificuldade em realizar atividades
Radiologia e Imagiologia Veterinária
CRS (PM MG) · 2023
Um cão, macho, de 9 anos de idade, é consultado por um médico veterinário, sendo o relato do proprietário que, há 6 meses, o animal apresenta uma dificuldade em realizar atividades que exijam esforço físico, como correr com outros cães, brincar. O proprietário foi questionado se o animal teve algum histórico de doenças, acidentes, traumas e sobre as vacinações. Respondeu que o animal está com as vacinas em dia, mas que, há 10 meses, foi diagnosticado com “tosse dos canis” e, há 7 meses, teve uma briga com um cão de porte maior, onde ocorreram alguns cortes nas regiões do pescoço, tórax e abdômen.
Durante o exame clínico, o médico veterinário obteve os seguintes parâmetros: frequência cardíaca de 75 batimentos por minuto, frequência respiratória de 50 movimentos por minuto, temperatura retal de 38,2ºC, auscultação torácica normal no lado direito e alterada com som fluido no lado esquerdo.
Foi solicitado pelo médico veterinário um exame ultrassonográfico. No tórax direito, foi observada uma linha hiperecóica deslizando em íntimo contato com a parede torácica, sem imagem formada abaixo e, no tórax esquerdo, foi observado um volume fluido hipoecóico, na região mais ventral do tórax, com completa visualização do lobo cranial e uma estrutura tubular com movimentos assíncronos com os torácicos.
Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta o diagnóstico da afecção do animal:
- Derrame pleural neoplásico.
- Fibrose pulmonar secundária à infecção por Bordetella sp.
- Atelectasia parcial induzida por fratura de costela.
- Hérnia diafragmática.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Hérnia diafragmática: a ultrassonografia demonstrou, na região ventral do tórax, uma estrutura tubular com movimentos assíncronos com os torácicos, compatível com alça intestinal feita de peristalse fora da cavidade abdominal.
O achado de volume hipoecóico ventral ao pulmão, associado à completa visualização do lobo cranial, indica que vísceras abdominais deslocaram-se para o tórax, comprimindo o parênquima pulmonar e alterando os sons à ausculta.
Clinicamente, história de trauma cervical/torácico e quadro crônico de intolerância ao exercício sustentam a hipótese de ruptura do diafragma, permitindo comunicação entre cavidades.
Conclusão: os sinais ecográficos e clínicos são típicos de hérnia diafragmática de provável origem traumática; tratamento é cirúrgico urgente para reduzir vísceras e reparar o defeito e aliviar a compressão pulmonar.
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