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Questão FC889073

Matheus ocupa emprego público na sociedade de economia mista Alfa, pessoa jurídica de direito privado integrante da Administração Indireta do Estado da Bahia. Registre-se que o age

Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992)

FGV · 2026

Matheus ocupa emprego público na sociedade de economia mista Alfa, pessoa jurídica de direito privado integrante da Administração Indireta do Estado da Bahia. Registre-se que o agente, agindo com dolo, liberou verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes.

 

Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que Matheus

  1. poderá responder por improbidade administrativa, estando sujeito, dentre outras, à sanção de multa civil de até vinte vezes o valor da remuneração por ele percebida.
  2. não poderá responder por improbidade administrativa, já que a conduta foi praticada em detrimento de uma entidade integrante da Administração Indireta.
  3. não poderá responder por improbidade administrativa, já que a conduta foi praticada em detrimento de uma pessoa jurídica de direito privado.
  4. não poderá responder por improbidade administrativa, por ser um empregado público, não sendo titular de cargo público.
  5. poderá responder por improbidade administrativa, estando sujeito, dentre outras, à sanção de perda da função pública.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Matheus, na condição de empregado de sociedade de economia mista, é agente público para fins da Lei nº 8.429/1992, porque o conceito legal abrange quem exerce emprego ou função em entidades da Administração Indireta.

A conduta descrita — liberar verba pública com dolo e em desrespeito às normas — se enquadra em ato de improbidade que causa lesão ao erário, previsto no art. 10, XI da lei.

Para esse tipo de ato, o rol de sanções do art. 12, II inclui, expressamente, a perda da função pública, além de outras cominações como suspensão dos direitos políticos e multa civil.

Essas sanções podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, independentemente de eventual responsabilização penal ou do ressarcimento integral do dano.

Logo, Matheus poderá responder por improbidade administrativa e estar sujeito, entre outras penas, à perda da função pública.

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