Questão FC890180
A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o n
Linguagem
FGV · 2026
A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.
BAGNO, Marcos. Disponível em https://www.ceale.fae.ufmg.br
O texto apresenta diferentes níveis em que a variação linguística pode ser observada.
A partir da explicação do autor, conclui-se que a variação linguística
- ocorre principalmente quando se comparam variedades de uma mesma língua faladas em países diferentes, como no caso do português do Brasil e de Angola.
- relaciona-se sobretudo às diferenças entre usos formais e informais da língua, observadas em situações distintas de comunicação.
- manifesta-se em múltiplos níveis da vida social e individual, podendo ocorrer entre países, grupos sociais e até entre falantes de uma mesma comunidade.
- resulta principalmente das diferenças de escolarização entre os falantes, fator que determina as formas linguísticas utilizadas em cada contexto.
- tende a diminuir quando os falantes de uma mesma comunidade passam a compartilhar recursos tecnológicos de informação e comunicação.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa destaca corretamente que a variação linguística ocorre em vários níveis da vida social e individual. O texto de Bagno aponta o extremo coletivo, como o português falado em diferentes países, e o extremo individual, que refere-se ao modo de falar de cada falante.
Entre esses extremos há múltiplas instâncias de variação: regiões, estados, cidades, classe social, faixa etária, nível de escolaridade, profissão, acesso a tecnologias e o contraste entre usos escritos e falados.
Portanto, a ideia central é que a variação não é um fenômeno isolado, mas um conjunto de diferentes escalas que podem gerar diferenças entre comunidades e mesmo entre indivíduos dentro de uma mesma comunidade.
Essa compreensão explica por que o número de variedades linguísticas pode ser muito amplo e dinâmico.
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