Questão FC890897
Considere o texto a seguir para responder a questão Choque de realidade na Polônia A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espa
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Vunesp 2 · 2025
Considere o texto a seguir para responder a questão
Choque de realidade na Polônia
A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.
Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.
A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.
A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.
A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
Considere as frases:
- A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar recorrendo ___ provocações ambíguas.
- A Otan precisa provar que não se curvará ___ criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento.
- O episódio serve de alerta ___ líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza.
- Reagir com firmeza já não é escalar, é oporse ___ agressões.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
- as … à … aqueles … as
- às … à … aqueles … à
- à … a … aqueles … a
- a … à … àqueles … às
- à … a … àqueles … à
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Gabarito
D
Comentário do professor
Gabarito: a … à … àqueles … às.
1) recorrer rege a preposição a. Como "provocações" aparece sem artigo, usa-se apenas a (sem crase): "recorrendo a provocações".
2) curvar‑se rege a e "criação" vem determinada pelo artigo a, formando a contração à: "não se curvará à criação".
3) alerta exige a preposição a. Ao unir‑se ao pronome demonstrativo aqueles ocorre crase: àqueles líderes.
4) opor‑se rege a; aqui "agressões" está determinadas pelo artigo as, portanto contrai‑se em às: "opor‑se às agressões".
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