Questão FC910666
A hemorragia severa resultante de trauma maxilofacial, não é comum, entretanto, quando acontece, pode ser uma potencial ameaça à vida. Desse modo, podemos referenciar que
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IAUPE · 2026
A hemorragia severa resultante de trauma maxilofacial, não é comum, entretanto, quando acontece, pode ser uma potencial ameaça à vida.
Desse modo, podemos referenciar que
- como o sangramento nasal pós-traumático frequentemente se origina em artérias profundas laceradas no esqueleto facial fraturado e nas proximidades da cavidade nasal, podemos resolver com tamponamento nasal anterior e posterior prolongado, ao longo de 8 dias, não sendo indicado ligadura de vasos.
- nos traumas maxilofaciais, quando da presença de um pseudoaneurisma da carótida interna, o tamponamento causado pelo hematoma lentifica o sangramento e mantém a patência da luz da artéria, impedindo uma hemorragia significante clinicamente, entretanto o ressangramento pode se manifestar a qualquer momento, até dias ou meses após otrauma inicial.
- compreender a vascularização do complexo nasal é essencial para a avaliação e o tratamento adequados da epistaxe. A artéria carótida externa tem ramos para a fossa nasal, envolvendo também ramos esfenopalatinos, palatino maior e as artérias oftálmicas, sendo a anastomose da arterial facial a fonte primordial.
- nos traumas maxilofaciais, o plexo de Woodruff, que é uma região de mucosa localizada no septo nasal anterossuperior, é responsável direto pela epistaxe anterior e é essencialmente proveniente de sangramento arterial.
- a epistaxe é tipicamente classificada em anterior e posterior. Embora não haja uma linha divisória anatômica definida entre elas, em termos operacionais, podemos dizer que a epistaxe anterior caracteriza-se por uma hemorragia que pode ser visualizada pela orofaringe e que a epistaxe posterior, em sua maior parte, pelas narinas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O trauma pode causar um pseudoaneurisma da carótida interna quando há solução de continuidade na parede arterial e formação de um hematoma que comunica com a luz vascular, porém não há parede aneurismática verdadeira.
Esse hematoma exerce um tamponamento local: comprime o orifício lesionado, reduz a velocidade do extravasamento e preserva a patência da artéria, razão pela qual nem sempre ocorre uma hemorragia maciça imediata.
Contudo, essa situação é instável. O hematoma pode reabsorver-se, infectar-se ou deslocar-se, e fatores como hipertensão ou anticoagulação favorecem o ressangramento, que pode surgir em dias ou meses após o trauma. Por isso há indicação de imagem vascular (ex.: angiografia ou angiotomografia) e tratamento definitivo, frequentemente endovascular.
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