Questão FC910667
As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúr
Sem classificação
IAUPE · 2026
As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúrgico.
Assim sendo, podemos afirmar que
- as fraturas da mandíbula edêntula e atrófica são mais bem abordadas através do acesso bucal, por permitir a colocação de uma placa de reconstrução com o uso do em toda a extensão da base mandibular, através do mtrocáter. Essa fixação é necessária para superar a ação dos músculos depressores infrahiodes da mandíbula e do masseter.
- nas fraturas de mandíbula em crianças, a redução perfeita não é necessária, pois ocorrem crescimento e remodelação consideráveis, e isso corrigirá irregularidades oclusais mínimas.
- as fraturas do ângulo da mandíbula são normalmente adequadas para tratamento usando a redução fechada com FMM: principalmente que elas sejam deslocadas pelo dente Siso não erupcionado. Se for indicada, no momento da redução da fratura, a remoção do dente Siso, este deverá ser removido apenas se houver infecção local.
- as fraturas na mandíbula infectadas são usualmente resultado de atrasos no tratamento ou fixação inadequada. Em muitos casos, a infecção secundária é comum com o aparecimento da osteomielite, principalmente em pacientes com histórico de diabetes.
- o sistema de Lindhl classifica as fraturas subcondilares de acordo com sua localização anatômica e a relação entre o côndilo, a fratura e o processo coronoide. A fratura mais anterior está na cabeça condilar, o que significa que a fratura não repousa na cápsula da articulação temporomandibular. Normalmente a fratura mais superior está na região subcondilar abaixo do colo anatômico, estendendo-se para porção superior do corpo mandibular.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Redução perfeita não é necessária nas fraturas mandibulares em crianças porque há grande potencial de crescimento e remodelação óssea. O osso infantil apresenta perióstio mais ativo e capacidade de corrigir pequenas incongruências ao longo do tempo.
Clinicamente isso significa priorizar a restauração da função e da oclusão estável imediata, evitando procedimentos excessivamente invasivos. Pequenas irregularidades oclusais muitas vezes se corrigem com o desenvolvimento e com a erupção dentária.
Por isso o manejo tende a ser conservador: redução fechada, talas ou contenção e tempo de imobilização reduzido. Deve-se evitar fixação rígida desnecessária que possa lesar brotos dentários ou centros de crescimento.
Acompanhamento longitudinal é essencial para detectar deformidades funcionais ou estéticas que exijam intervenção tardia. Em fraturas muito deslocadas, expostas ou com comprometimento funcional grave, indica-se correção mais anatômica.
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