FC ConcursosFC Concursos

Questão FC910667

As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúr

Sem classificação

IAUPE · 2026

As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúrgico.

 

Assim sendo, podemos afirmar que

  1. as fraturas da mandíbula edêntula e atrófica são mais bem abordadas através do acesso bucal, por permitir a colocação de uma placa de reconstrução com o uso do em toda a extensão da base mandibular, através do mtrocáter. Essa fixação é necessária para superar a ação dos músculos depressores infrahiodes da mandíbula e do masseter.
  2. nas fraturas de mandíbula em crianças, a redução perfeita não é necessária, pois ocorrem crescimento e remodelação consideráveis, e isso corrigirá irregularidades oclusais mínimas.
  3. as fraturas do ângulo da mandíbula são normalmente adequadas para tratamento usando a redução fechada com FMM: principalmente que elas sejam deslocadas pelo dente Siso não erupcionado. Se for indicada, no momento da redução da fratura, a remoção do dente Siso, este deverá ser removido apenas se houver infecção local.
  4. as fraturas na mandíbula infectadas são usualmente resultado de atrasos no tratamento ou fixação inadequada. Em muitos casos, a infecção secundária é comum com o aparecimento da osteomielite, principalmente em pacientes com histórico de diabetes.
  5. o sistema de Lindhl classifica as fraturas subcondilares de acordo com sua localização anatômica e a relação entre o côndilo, a fratura e o processo coronoide. A fratura mais anterior está na cabeça condilar, o que significa que a fratura não repousa na cápsula da articulação temporomandibular. Normalmente a fratura mais superior está na região subcondilar abaixo do colo anatômico, estendendo-se para porção superior do corpo mandibular.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

B

Comentário do professor

Redução perfeita não é necessária nas fraturas mandibulares em crianças porque há grande potencial de crescimento e remodelação óssea. O osso infantil apresenta perióstio mais ativo e capacidade de corrigir pequenas incongruências ao longo do tempo.

Clinicamente isso significa priorizar a restauração da função e da oclusão estável imediata, evitando procedimentos excessivamente invasivos. Pequenas irregularidades oclusais muitas vezes se corrigem com o desenvolvimento e com a erupção dentária.

Por isso o manejo tende a ser conservador: redução fechada, talas ou contenção e tempo de imobilização reduzido. Deve-se evitar fixação rígida desnecessária que possa lesar brotos dentários ou centros de crescimento.

Acompanhamento longitudinal é essencial para detectar deformidades funcionais ou estéticas que exijam intervenção tardia. Em fraturas muito deslocadas, expostas ou com comprometimento funcional grave, indica-se correção mais anatômica.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo