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Questão FC109652

Jorge, chefe de repartição vinculada a órgão público federal, determinou, de forma expressa, que todos os servidores deveriam tratar os administrados com respeito e urbanidade e qu

Responsabilidade Civil do Estado

CEBRASPE (CESPE) · 2021

Jorge, chefe de repartição vinculada a órgão público federal, determinou, de forma expressa, que todos os servidores deveriam tratar os administrados com respeito e urbanidade e que não toleraria ofensa verbal. No entanto, Bruno, um de seus subordinados que exerce cargo em comissão e não possui cargo efetivo, cometeu grave insubordinação em serviço ao insultar Fernanda, uma administrada que havia solicitado informações sobre o andamento de processo que tramitava no referido órgão. Jorge, na figura de autoridade pública competente, abriu processo administrativo disciplinar contra Bruno, que culminou na aplicação de pena de suspensão por 90 dias ao insubordinado.
Considerando essa situação hipotética e os dispositivos da Lei n.º 8.112/1990 e da Lei n.º 9.784/1999, bem como as disposições a respeito dos poderes administrativos e da responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro, julgue o item subsequente.
Fernanda, caso tenha se sentido ofendida por ter sido destratada, poderá ajuizar ação de responsabilidade civil contra a União, devendo comprovar o dolo ou a culpa de Bruno para eventualmente lograr êxito na ação.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O item está errado porque a responsabilidade civil do Estado é objetiva, nos termos do CF, art. 37, §6º, de modo que a vítima não precisa provar dolo ou culpa do agente para obter a indenização.

Assim, Fernanda pode ajuizar ação contra a União demonstrando o dano, o nexo causal e que o fato decorreu de ato de agente público; não é exigido provar que Bruno teve dolo ou culpa.

O dolo ou culpa do agente, quando existentes, servem para que a Administração exerça o direito de regresso contra Bruno, buscando o ressarcimento, não para eximir a União da obrigação de indenizar a vítima.

Ademais, o processo administrativo disciplinar contra Bruno não afasta a responsabilidade civil objetiva do Estado nem condiciona o direito de Fernanda à indenização.

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