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Questão FC111201

Em janeiro de 2018, o Ministério Público de um estado da União começou a apurar possíveis irregularidades referentes a contratos com empresas de transporte urbano no âmbito de dete

Improbidade Administrativa

CEBRASPE (CESPE) · 2019

Em janeiro de 2018, o Ministério Público de um estado da União começou a apurar possíveis irregularidades referentes a contratos com empresas de transporte urbano no âmbito de determinada prefeitura municipal daquele estado. Para realizar as diligências, o órgão ministerial requisitou informações à referida prefeitura, por meio de ofícios, que foram encaminhados ao então secretário municipal de urbanismo, sr. José Silva. Ao todo, foram expedidos pelo parquet, no período de dez meses, entre janeiro de 2018 e outubro de 2018, oito ofícios, que não obtiveram resposta do mencionado secretário. Posteriormente, o sr. José Silva fez consultas à Procuradoria- Geral do município citado acerca dos possíveis desdobramentos da sua omissão à luz dos dispositivos da Lei n.º 8.429/1992.
Considerando essa situação hipotética e os aspectos legais a ela relacionados, julgue o item.
A conduta omissiva do sr. José Silva poderá caracterizar ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública mesmo que não seja comprovado o elemento subjetivo do dolo para violar tais princípios.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmativa foi julgada errada porque, a partir da alteração trazida pela Lei nº 14.230/2021, exige‑se o elemento subjetivo do dolo para a configuração dos atos de improbidade, inclusive os que atentam contra os princípios da administração pública.

Os dispositivos alterados deixam claro que somente a ação ou omissão praticada de forma dolosa pode ensejar responsabilização por improbidade, conforme previsão do art. 3º e do art. 10 da Lei nº 8.429/1992 em sua nova redação.

No caso hipotético, a mera omissão do secretário não basta para caracterizar ato de improbidade contra princípios, é necessário demonstrar que a falta de resposta foi dolosa, ou seja, que houve vontade e consciência de violar os deveres funcionais.

Assim, sem prova do dolo, não há configuração do ato de improbidade descrito na afirmação.

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