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Questão FC114882

Texto CB3A1-II Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, comput

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

CEBRASPE (CESPE) · 2023

Texto CB3A1-II

Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow, ou seja, compartimentada e (ainda) limitada.

Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro.

Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real.

Magaly Prado. O poder da inteligência artificial
no cruzamento entre ChatGPT e deepfakes. In: Jornal da USP, 31/jul./2023 (com adaptações).

A respeito de aspectos gramaticais do texto CB3A1-II, julgue o item subsequente.

No trecho “Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas” (segundo período do último parágrafo), a segunda vírgula tem a finalidade de marcar o sentido restritivo da oração iniciada pelo vocábulo “que”.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

No trecho indicado, a banca julgou ERRADO porque a vírgula após "inclusive" não marca uma oração restritiva. O "que" introduz uma conjunção integrante que rege uma oração subordinada substantiva, complemento do verbo saber, não um pronome relativo.

Como teste: numa oração adjetiva restritiva o "que" pode ser substituído por o qual, por exemplo, "A mãe do aluno que [o qual] foi suspenso...". Aqui a substituição funciona e a oração restringe o substantivo. No trecho analisado essa substituição não é possível.

As vírgulas apenas isolam a expressão adverbial intercalada "inclusive". Retirando-a, a frase fica natural sem vírgulas: "Eles sabem que somos cada vez mais usados pelas máquinas". Logo, a segunda vírgula não tem função restritiva.

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