Questão FC114891
Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. O
Regência
CEBRASPE (CESPE) · 2023
Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga.
De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS.
De acordo com as normas gramaticais, é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase na expressão “à tona” (segundo período do primeiro parágrafo).
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A assertiva foi julgada errada porque o emprego da crase em à tona não é facultativo: trata‑se da contração da preposição a exigida pelo verbo com o artigo feminino a exigido pelo substantivo tona, portanto a forma correta é trazer o debate à tona.
Regra prática: quando uma locução prepositiva ou advérbial feminina exige a preposição a e o substantivo admite o artigo definido a, há crase (fusão de preposição + artigo). Substituições que mostram a necessidade da contração, por exemplo, trocando por termo masculino equivalente, resultam em ao, o que confirma a presença simultânea de preposição e artigo.
Logo, afirmar que o sinal indicativo de crase é facultativo nesse caso está incorreto.
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