Questão FC115316
Texto O medo é um sentimento conhecido de toda criatura viva. Os seres humanos compartilham essa experiência com os animais. Os estudiosos do comportamento animal descrevem, de mod
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2022
O medo é um sentimento conhecido de toda criatura viva. Os seres humanos compartilham essa experiência com os animais. Os estudiosos do comportamento animal descrevem, de modo altamente detalhado, o rico repertório de reações dos animais à presença imediata de uma ameaça que ponha em risco suas vidas. Os humanos, porém, conhecem algo mais além disso: uma espécie de medo de “segundo grau”, um medo, por assim dizer, social e culturalmente “reciclado”, um “medo derivado” que orienta seu comportamento, haja ou não uma ameaça imediatamente presente. O medo secundário pode ser visto como um rastro de uma experiência passada de enfrentamento de uma ameaça direta — um resquício que sobrevive ao encontro e se torna um fator importante na modelagem da conduta humana mesmo que não haja mais uma ameaça direta à vida ou à integridade.
Conforme o texto, os seres humanos experimentam uma sensação de medo pior que a sentida por outros animais.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: A afirmativa de que os seres humanos experimentam uma sensação de medo pior do que a sentida por outros animais é incorreta. O texto, ao abordar o conceito de medo, propõe uma comparação entre as experiências humanas e animais, mas não estabelece um juízo de valor.
Na verdade, ele destaca que os humanos vivenciam um tipo de medo que pode ser considerado um “medo secundário”, caracterizado como um resquício de experiências passadas que influencia o comportamento mesmo na ausência de uma ameaça imediata.
Essa forma de medo, embora seja distinta, não é qualificada como superior ou inferior; trata-se de uma complexidade que enriquece a experiência humana, sem, no entanto, depreciar as reações dos animais, que também têm seus próprios mecanismos de resposta ao medo.
Portanto, o texto não propõe uma comparação de intensidade, mas sim uma diversidade nas formas de sentir e reagir ao medo, tornando a afirmação da questão falsa.
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