Questão FC115348
A preocupação com o desenvolvimento das indústrias criativas ocorre de forma não intuitiva e direcionada há muitos anos. Em 1918, o presidente dos Estados Unidos da América, Woodro
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2022
Após as eleições para primeiro-ministro do Reino Unido, em 1997, foi realizado o primeiro mapeamento concreto e aprofundado sobre a economia criativa em uma nação. Esse mapeamento causou polêmica quanto à conceituação de indústria criativa. De acordo com a definição do governo inglês, as indústrias criativas são aquelas atividades que têm origem na criatividade, na habilidade e no talento individual e que potencializam a geração de riqueza e empregos por meio da geração e da exploração da propriedade intelectual. Os críticos que analisaram o projeto de Tony Blair/DCMS consideraram que as colocações deixaram o contexto muito aberto, pois poderia englobar áreas como engenharia e indústria farmacêutica, que não têm conexão com a economia criativa.
Como em qualquer área de pesquisa, alguns cientistas apresentam visões bem controversas. O pesquisador estadunidense Richard Florida, por exemplo, trouxe o conceito de classe criativa. Segundo Florida, regiões metropolitanas com alta concentração de trabalhadores ligados a tecnologia, artistas, músicos, lésbicas e gays e o grupo definido por high bohemians são áreas com alto potencial de crescimento neste milênio. Na visão de Florida, as cidades devem posicionar-se de forma diferente no novo milênio e virar todos os holofotes para a economia criativa.
Infere-se do texto a existência de uma relação estreita entre a economia criativa e o modelo econômico adotado a partir do século XX.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário: Ao analisarmos o texto, fica claro que existe uma interconexão significativa entre a economia criativa e o modelo econômico que se consolidou no século XX. Essa relação é evidenciada desde a citação de Woodrow Wilson, que reconheceu que a indústria cinematográfica poderia impulsionar o comércio, indicando que a criação cultural não apenas gera riqueza, mas também molda a dinâmica econômica de uma sociedade. O conceito de que uma “política cultural é também uma política econômica”, mencionado no documento Creative Nation, reforça essa ideia ao sugerir que a criatividade e a capacidade de adaptação econômica são profundamente interligadas. Além disso, o mapeamento da economia criativa realizado após 1997 demonstra a intenção de classificar e valorizar atividades que, embora nasçam da criatividade individual, impactam diretamente o cenário econômico. Portanto, quando o texto menciona uma relação estreita, está, na verdade, apontando para um entendimento mais amplo de como a valorização da criatividade se entrelaça com as transformações de um modelo econômico que começou a se delinear com mais clareza a partir do século passado. Esse laço torna-se ainda mais relevante quando consideramos a visão de Richard Florida, que destaca a necessidade de realinhamento das cidades em função dessa nova economia. Assim, podemos inferir com segurança que a relação entre economia criativa e o modelo econômico do século XX é, de fato, profunda e relevante.
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