Questão FC115369
Texto CB1A1-I As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2022
As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.
No texto, os dados indicativos de que a maioria das pessoas que trabalha por conta própria não contribui para a previdência social são utilizados como argumento para comprovar a precarização do trabalho, no Brasil, desde o início da pandemia de covid-19 até o final de 2021.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário: Vamos desvendar por que a afirmativa está CERTA. O texto destaca que, ao final de 2021, uma parcela significativa dos trabalhadores autônomos não contribui para a previdência social. Essa realidade é um indicativo claro da precarização do trabalho, especialmente em um contexto tão desafiador como o da pandemia. O texto menciona que três em cada quatro desses trabalhadores não fazem contribuições para o INSS, implicando que apenas 12,7% têm algum tipo de proteção social. Essa falta de proteção evidencia a situação vulnerável em que se encontram, sugerindo que, mesmo aqueles que conseguiram se manter ativos no mercado de trabalho, estão grapando em um cenário de instabilidade e insegurança financeira. Portanto, a relação estabelecida entre a baixa contribuição para a previdência e a precarização do trabalho é não apenas pertinente, mas essencial para entender o impacto da pandemia no trabalho autônomo no Brasil. Assim, a informação é utilizada de maneira eficaz para corroborar a tese de que essa modalidade de trabalho se tornou ainda mais precarizada nesse período. Portanto, concluímos que a resposta à questão é, de fato, CERTA.
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