Questão FC115401
Dizem que as mídias sociais viciam mais os adolescentes do que o cigarro e o álcool. Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológ
Questões sem classificação de assunto
CEBRASPE (CESPE) · 2022
Para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental, foi realizado o inquérito epidemiológico #StatusOfMind (em português, estado de espírito), publicado pela Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido.
A pesquisa entrevistou 1.479 jovens de 14 a 24 anos, no Reino Unido, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto de quatorze itens relacionados com a saúde mental e o bem-estar. Com base nessas questões, os participantes atribuíram notas às plataformas mais populares: YouTube, Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram.
As plataformas foram bem avaliadas nas questões referentes à autoidentidade, à autoexpressão, ao fortalecimento de laços comunitários e ao amparo emocional. Por outro lado, os malefícios estiveram associados à qualidade do sono, ao bullying, à imagem corpórea, à necessidade de se manter conectado por medo de perder experiências vividas pelos amigos, à depressão e à ansiedade.
Os adolescentes entrevistados classificaram, em ordem decrescente de efeitos positivos, as plataformas, da seguinte forma: 1) YouTube; 2) Twitter; 3) Facebook; 4) Snapchat; 5) Instagram.
É interessante que Snapchat e Instagram, duas plataformas centradas na imagem, tenham sido consideradas as mais nocivas. A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida. O Instagram foi bem avaliado nos quesitos de autoexpressão e de autoidentidade, mas esteve associado a níveis mais elevados de ansiedade, depressão, bullying e medo de perder oportunidades.
O YouTube foi a única plataforma cujos benefícios para a saúde e o bem-estar foram considerados superiores aos malefícios. Obteve índices de aprovação mais elevados nos quesitos relativos à percepção das experiências que afetam a saúde alheia, ao acesso a informações de fontes confiáveis na área da saúde, à redução dos riscos de depressão e de ansiedade e à sensação de solidão.
A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas acessadas, que chamem a atenção quando as fotos tiverem sofrido manipulação digital para exibir corpos com aparência de perfeitos e que desenvolvam algoritmos que ofereçam ajuda no anonimato para adolescentes em sofrimento mental.
Internet: <www.drauziovarella.uol.com.br> (com adaptações).
A fase da vida a que se refere o trecho “A autoimagem é um aspecto ligado a sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade, muito prevalentes nessa fase da vida” (sexto parágrafo) é a que começa na infância e termina ao final da adolescência.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A assertiva está errada porque, no próprio texto, a pesquisa entrevistou jovens de 14 a 24 anos.
O trecho “nessa fase da vida” (sexto parágrafo) retoma esse grupo etário, portanto refere‑se ao conjunto estudado, que inclui tanto adolescentes quanto indivíduos na faixa dos 20 anos, ou seja, jovens adultos.
Assim, não é correto afirmar que a expressão designa uma fase que começa na infância e termina ao final da adolescência, já que abrange também o início da vida adulta.
Portanto, o julgamento ERRADO está correto, porque a interpretação proposta restringe indevidamente o alcance da expressão usada no texto.
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