Questão FC115436
Texto CB2A1AAA O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justific
Morfologia
CEBRASPE (CESPE) · 2018
O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas de mortalidade, dos interesses da colonização portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do crescimento do mercado interno.
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos legais para fortalecer a família numerosa, por meio de diversas medidas: desestímulo ao trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria pelos indivíduos que pretendessem se casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os homens casados e com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.
O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento indissolúvel, está sob a proteção especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além dos incentivos ao casamento e à reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o Decreto Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou interromper a gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.
José Eustáquio Diniz Alves O planejamento familiar no Brasil Internet: <www ecodebate com br> (com adaptações)
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o item seguinte.
A forma verbal “vigia” tem, no texto, o sentido de estava vigente.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Vigia no trecho não indica "vigiar" no sentido de observar, mas é forma do verbo viger, usado com sentido de "estar em vigor".
Gramaticalmente, trata‑se do pretérito imperfeito do indicativo, que expressa ação passada com ideia de continuidade ou duração, equivalente a "estava vigente".
O contexto temporal "Naquele período" e a presença de outros verbos no mesmo tempo, como proibia e vedava, confirmam a leitura temporal uniforme e justificam a tradução por "estava vigente".
Portanto, a afirmação foi julgada certa porque a forma verbal preserva a correlação temporal e o sentido contínuo de norma em vigor no passado.
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