Questão FC115601
A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida até o dia em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo o
Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
CEBRASPE (CESPE) · 2019
À primeira vista, a modernidade parece ser um contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram. É como se você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar um contrato com dezenas de páginas em “juridiquês”; você dá uma olhada nele, passa imediatamente para a última página, tica em “concordo” e esquece o assunto. Mas a modernidade, de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato interno pode ser resumido em uma única frase: humanos concordam em abrir mão de significado em troca de poder.
As formas pronominais em “rescindi-lo” e “transcendê-lo”, referem-se, respectivamente, a “contrato” (R.1) e a “dia” (R.2).
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A questão foi julgada ERRADO porque a leitura proposta dos pronomes está equivocada: eles não se referem, respectivamente, a contrato (R.1) e a dia (R.2).
Nas formas rescindi-lo e transcendê-lo, o clítico "o" funciona como objeto direto dos verbos, que são transitivos diretos: rescindir algo, transcender algo.
O antecedente lógico e sintático é o substantivo masculino mais adequado no contexto, contrato, expresso na oração inicial. "Dia" aparece em expressão temporal ("no dia em que nascemos") e não pode ser objeto desses verbos, além de criar incoerência semântica.
Portanto, em ambos os casos, o pronome refere-se a contrato, tornando a afirmativa incorreta.
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