Questão FC115610
A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida até o dia em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo o
Linguagem
CEBRASPE (CESPE) · 2019
À primeira vista, a modernidade parece ser um contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram. É como se você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar um contrato com dezenas de páginas em “juridiquês”; você dá uma olhada nele, passa imediatamente para a última página, tica em “concordo” e esquece o assunto. Mas a modernidade, de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato interno pode ser resumido em uma única frase: humanos concordam em abrir mão de significado em troca de poder.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O termo ‘juridiquês" não faz parte do vocabulário oficial da língua portuguesa, contudo seu emprego não compromete a correção gramatical e está adequado ao nível de formalidade do texto.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmativa é CERTO porque, embora juridiquês não conste no vocabulário "oficial" ou mais formal da língua, trata‑se de um neologismo legítimo e de uso corrente para nomear a linguagem jurídica, formado por derivação sufixal regular, portanto gramaticalmente aceitável.
No texto, o autor sinaliza o caráter coloquial do termo com aspas e integra palavras e recursos de registro conversacional, como o tratamento em você, metáforas tecnológicas e construção acessível; esses traços definem o tom do trecho e tornam apropriado o uso de vocábulos informais.
Assim, o emprego de juridiquês não compromete a correção gramatical nem a coerência estilística do trecho, estando adequado ao nível de formalidade adotado pelo autor.
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