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Questão FC115611

Passávamos férias na fazenda da Jureia, que ficava na região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel até Barra do Piraí, onde pegávamos um carro de boi. Lembro-me do a

Linguagem

CEBRASPE (CESPE) · 2019

Passávamos férias na fazenda da Jureia, que ficava na região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel até Barra do Piraí, onde pegávamos um carro de boi. Lembro-me do aboio do condutor, a pé, ao lado dos animais, com uma vara: “Xô, Marinheiro! Vâmu, Teimoso!”. Tenho ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da minha infância, às gargalhadas, vestindo um macacão que minha própria mãe costurava, com bastante capricho. Ela fazia um para cada dia da semana, assim, eu podia me esbaldar e me sujar à vontade, porque sempre teria um macacão limpo para usar no dia seguinte.

Jô Soares. O livro de Jô: uma autobiografia desautorizada. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir.

As formas ‘Xô’ e ‘Vâmu’, na linha 5, são marcas de oralidade e reproduzem a informalidade da fala do condutor do carro de boi.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A afirmação foi julgada CERTO porque as formas “Xô” e “Vâmu” são sinais claros de oralidade e de linguagem coloquial no trecho.
“Xô” atua como interjeição usada pelo condutor para afugentar ou dirigir os animais, enquanto “Vâmu” reproduz a pronúncia popular de vamos, com redução e alteração fonética típica da fala informal.

Essas grafias não obedecem à norma culta, servem para transcrever o som e o ritmo da fala, e cumprem função narrativa, caracterizando o locutor e o ambiente rural. Em suma, são marcas de oralidade que tornam a fala do condutor verossímil e informal dentro do relato.

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