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Questão FC115705

A crescente internacionalização da economia, decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tecnológicas e dos grandes a

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2018

A crescente internacionalização da economia, decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tecnológicas e dos grandes avanços nas comunicações, tem exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional.

A abordagem desse tipo de comércio, inevitavelmente, passa pela concorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, de estabelecer permanência ou de engendrar saída, que se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa interatuação: o preço eficiente dos bens e serviços.

Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos cenários que afetem a economia. Destaca-se como a principal diferença o efeito que cada instrumento busca neutralizar.

A política de defesa da concorrência busca preservar o ambiente competitivo e coibir condutas desleais advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional de práticas desleais de comércio internacional.

Elaine Maria Octaviano Martins Curso de direito marítimo Barueri: Manoele, v 1, 2013, p 65 (com adaptações)

Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir.

O texto defende o papel dos governos como reguladores da economia.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: É importante ressaltar que o texto em análise não propõe, de forma explícita, uma defesa do papel dos governos como reguladores da economia; na verdade, ele apresenta um panorama informativo sobre o comércio internacional e suas dinâmicas. A autora descreve como a concorrência e a defesa comercial são instrumentos que os Estados podem utilizar, mas isso não implica uma argumentação a favor do papel regulador dos governos. Ao afirmar que os Estados têm à disposição esses instrumentos, a autora simplesmente aponta para ferramentas práticas que podem ser utilizadas frente a desafios econômicos. O texto é claramente de natureza expositiva, uma maneira de apresentar conhecimentos sem tomar partido em um debate ou defender uma posição. Assim, a interpretação de que o texto defende o papel regulador do governo é uma leitura que extrapola a intenção do autor, que visa informar sobre a necessidade de adaptação das práticas comerciais no contexto da globalização e os mecanismos disponíveis para isso.

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