Questão FC115716
Texto CB2A1BBB Uma das principais características da sociedade contemporânea é a velocidade de suas transformações. Esse novo cenário traz um desafio para as cidades: a necessidade
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2018
Uma das principais características da sociedade contemporânea é a velocidade de suas transformações.
Esse novo cenário traz um desafio para as cidades: a necessidade de conciliar os novos hábitos de sua população, em constante mutação, com a ocupação territorial, ou seja, com as soluções de habitação, de localização de equipamentos públicos, de mobilidade.
Essas mudanças são um reflexo da inserção das cidades na economia global, o que aumentou o número de atores (empresas, instituições públicas, associações) envolvidos na condução das políticas públicas.
Com a multiplicação das demandas sociais, no lugar de soluções únicas para a cidade, passou-se a considerar a segmentação ainda maior de interesses. É cada vez mais difícil imaginar que uma ação pública vá atingir a aspiração de todos em um único objetivo comum.
Há de se pensar em sistemas mais ágeis de governança urbana, em que os cidadãos sejam chamados a participar das decisões para ações de pequena ou grande escala.
Além de todos os desafios impostos pela inconstância e pela fragmentação das demandas sociais, vivemos um divórcio entre política e poder.
Para fazer frente a essas transformações, é necessário um novo tipo de planejamento urbano. Conceitos rígidos dão lugar à flexibilidade, à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas.
Nesse contexto novo, o patrimônio histórico tem de ser integrado ao planejamento da cidade, sob pena de ficar à deriva em um mar de interesses puramente econômicos.
O texto sugere que a prevalência de interesses econômicos nas novas formas de planejamento urbano beneficia as cidades.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: O gabarito é ERRADO porque o texto claramente aponta que a predominância de interesses econômicos pode ser prejudicial para as cidades. No trecho em que se menciona que o patrimônio histórico deve ser integrado ao planejamento urbano, há uma advertência implícita sobre o risco de a cidade "ficar à deriva em um mar de interesses puramente econômicos". Isso indica que a visão limitada e mercantilizada do espaço urbano pode desconsiderar aspectos essenciais da identidade cultural e da convivência social. Sendo assim, a suposta "benesse" trazida por esses interesses é questionável, uma vez que eles podem promover um desenvolvimento que ignora as necessidades reais da população, resultando em um planejamento urbano fragmentado e insatisfatório. Portanto, a ideia de que tais interesses beneficiam as cidades é contraditória e contrária ao que é expresso no texto.
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