Questão FC115741
Texto CB3A1-II A construção da ideia de patrimônio cultural se deu no bojo de dois processos históricos muito importantes para o Ocidente: a constituição dos Estados-nações europeu
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2018
A construção da ideia de patrimônio cultural se deu no bojo de dois processos históricos muito importantes para o Ocidente: a constituição dos Estados-nações europeus e a instituição da história como um campo específico de conhecimento. Não é difícil entender essa relação íntima entre eles. Para unificar populações, culturas, territórios, foi preciso elaborar a própria ideia de nação, que se fundamenta em alguns elementos estruturantes: um conjunto de pessoas que partilha uma cultura, uma língua, uma origem comum, uma única identidade. Nesse contexto, a história foi um poderoso elemento de legitimação dessa ideia de nação, pois era preciso buscar suas origens no passado, evidenciando a continuidade, o caráter e a força do povo que a constituía.
A concepção do passado como “herança da nação” está dada como fundamento mesmo da possibilidade de futuro — e, nesse sentido, é necessário preservá-lo, garantir a existência de seus vestígios e sinais, para usufruto das gerações que virão. O Estado, como poder legítimo instituído, que zela pelo bem da coletividade, torna-se o principal agente nesse processo de guarda da memória. Com isso, voltamos à ideia de patrimônio: tudo aquilo que “restou” do passado, que constitui vestígio das experiências vividas e do potencial de criação de um povo, pode vir a se tornar patrimônio da nação.
De acordo com as ideias do texto CB3A1-II,
o Estado destaca-se como protagonista na tarefa de guarda da memória de uma nação.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário: A alternativa está correta. O texto revela que o Estado, como uma autoridade legitimada, desempenha um papel primordial na preservação da memória cultural de uma nação. Quando observamos a frase que menciona que o Estado "zela pelo bem da coletividade", fica evidente que ele é o guardião das histórias e traços que moldam a identidade nacional. Dessa forma, ao assegurar a proteção e valorização do patrimônio cultural, o Estado não apenas conserva vestígios do passado, mas também cria um elo entre gerações. Essa função se torna um testemunho do compromisso do Estado com a cultura e a memória coletiva, legitimando sua posição como protagonista nesse processo de guarda da memória. Portanto, ao afirmar que o Estado destaca-se nesse papel, estamos refletindo a essência do que nos apresenta o texto.
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