Questão FC115760
Texto CB2A1AAA O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justific
Interpretação de Textos (Compreensão)
CEBRASPE (CESPE) · 2018
O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas de mortalidade, dos interesses da colonização portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do crescimento do mercado interno.
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos legais para fortalecer a família numerosa, por meio de diversas medidas: desestímulo ao trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria pelos indivíduos que pretendessem se casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os homens casados e com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.
O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento indissolúvel, está sob a proteção especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além dos incentivos ao casamento e à reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o Decreto Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou interromper a gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.
A respeito das ideias do texto CB2A1AAA, julgue o item subsequente.
A cultura familista e pró- natalista que predominou no Brasil durante séculos foi fruto da forte influência católica da colonização portuguesa.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: Vamos analisar a afirmação apresentada na questão. O enunciado diz que a cultura familista e pró-natalista do Brasil é resultado da forte influência católica da colonização portuguesa. No entanto, ao examinar o texto, percebemos que o autor justifica essa cultura por elementos diversos, como a alta taxa de mortalidade, interesses da colonização, expansão territorial e crescimento do mercado interno. Não há menção à religião ou à influência do catolicismo como fatores determinantes.
Portanto, a afirmação é, de fato, ERRADA, pois o texto apresenta razões distintas que explicam a predominância do familismo e pró-natalismo no Brasil ao longo de sua história. Essa interpretação é essencial para entender como a leitura atenta do texto nos ajuda a construir uma visão mais precisa sobre os temas abordados.
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