Questão FC115889
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras e terrorismo. Pensamos(1) que violência e crime violent
Sintaxe
CEBRASPE (CESPE) · 2017
A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso, considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto histórico.
Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos detentores de poder.
O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência. Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos praticados por uma minoria.
A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.
Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública. ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)
O sujeito das formas verbais “Pensamos”(1) e “levamos”(2) é indeterminado.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Errado, porque as formas verbais “Pensamos” e “levamos” estão conjugadas na 1.ª pessoa do plural, ou seja, apresentam sujeito pessoal, ainda que não expresso. Esse sujeito é sujeito oculto (implícito), equivalente a “nós”, indicando o grupo que compartilha a opinião ou ação.
O sujeito indeterminado ocorre em construções como verbo na 3.ª pessoa do plural sem sujeito expresso (ex.: “Dizem que...”) ou com a partícula se e 3.ª pessoa (ex.: “Vende-se carro”), situações diferentes da 1.ª pessoa do plural.
No contexto do texto, os verbos refletem uma opinião coletiva subentendida, portanto não configuram indeterminação do sujeito.
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